A primeira criança a gente não esquece

macaquinha

Saindo um pouco da linha principal do blog, gostaria de iniciar uma série de artigos que abordarão um pouco da nossa história, desafios e conquistas. Hoje, gostaria de falar sobre a nossa primeira boneca: a Fabine.

Não, você não está louco. Eu escrevi Fabine mesmo. “mas ela não é a neta da Vovólima?” – você me questiona confuso. Sim, ela é, como também é uma macaquinha. Deixe contar um pouco sobre a criação do .marcamaria.

Ilustração da nosso primeiro toy, a FabineO que hoje você conhece como um blogshop de toy art era, no começo, uma empresa de design (aliás, ainda é). No ano passado enquanto eu trabalhava com os nossos contadores para abrir empresa de design, eu e a Aline passávamos a semana conversando e discutindo sobre algo para fazermos/trabalharmo juntos. Acredito que tentamos de tudo um pouco, mas a criação de produtos em tecido nos atraía muito.

Eu há quase um ano atrás não sabia costurar. A Aline por ter uma mãe costureira, sempre viveu em meio a linhas e tecidos, mas nunca havia cogitado isso como um modo de vida. Quando resolvemos juntar os nossos trapos -no sentido literal mesmo- tentamos criar algum produto criativo, com um visual inovador. Fizemos -e erramos- alguns estojos e uma bolsinha, mas lá no fundo aquilo não tinha aquele “tchã” que nós procurávamos.

Nesse meio tempo a Aline veio com a idéia de criarmos algo que não fosse feito para usar, mas que fosse divertido. Foi nessa conversa que surgiu o desenho acima: um bicho amarelo, careca e com um longo rabo.

Com os materiais e retalhos em mãos, no dia 09 de agosto de 2007 (um domingo), começamos a desenhar os moldes a mão, recortar os tecidos e ponto-a-ponto a Aline costurou a bonequinha a mão. Não me lembro exatamente o tempo necessário, mas acredito que passamos umas cinco horas nesse processo. Antes de acabar, recortamos um coração de feltro vermelho e bordamos as nossas iniciais. Com a bonequinha pronta, percebemos que aquilo era algo diferente. Que era algo muito gostoso de fazer de dar corpo. Foi ali com aquele serzinho em mãos que nossa vida mudou.

Ok! Agora conta por quê ela é “Fabine”Ilustração da Fabine em forma humana

É um pouco bobo, mas como nós dois que demos a forma aquele bichinho, resolvemos ali na hora a nomear como FABINE (FAB de Fábio; INE de Aline) – apesar do excesso de açúcar, o importante é que o nome pegou! XD

Por ser a nossa primeira criança -nossa primeira filha- queríamos construir uma história legal para ela… mas como fazer uma história sobre uma macaquinha amarela!? É aqui que surgiu a forma humana da Fabine.

Pensamos em contar alguma história sobre uma meninha que por algum problema ou alguma madrinha má, virava uma macaca (que é a representação do seu EU) serelepe.

O mais interessante de toda essa história, é que VOCÊ a transformou na netinha da Vovólima. Alguém muito importante para nós dois foi abraçado por todos que construíram a sua nova história.

O futuro

Agora o nosso convite: porque a Fabine vira uma macaquinha amarela? Buzine!

Um grande abraço,

.faso


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20 comentários sobre “A primeira criança a gente não esquece

  1. Fá Giandoso disse:

    Nossa faso! Que linda! Preciso vender umas bolsas para comprar seu trabalho para os meninos!!!!
    Lindo demais…

    Não acho q o fato dela virar macaco seja algo ruim, feitiço, mas deveria ser algo legal. Como a vó é bibliotecária (eu acho) ela não pode fazer muito barulho, então na hora da bagunça vira macaca.

    E a vó só controla a menina, óu melhor, a macaca, só faz ela parar tocando tuba.

    Beijos

  2. Aline disse:

    .fasim, pensei na Fabine virando macaquinha ao abrir um antigo livro de fábulas guardado pela vó (herança do pai da vovólima), e presenteado à Fabine. Mas tem q pensar pq ela vira macaquinha quando abre o livro.

  3. .faso disse:

    Uia! Tipo puxou a setinha errada e fez “PUF!!!” – Virou uma macaquinha!

    E lá no meio, sem saber, a Vovólima que é tocadora de tuba na Pracinha do Bairro, vai treinar em casa e a Fabine faz outro “PUF!!!” e volta ao normal…

    Mas será que a Vovólima conhece o segredo desse livro?

  4. .faso disse:

    HAHAHAHA

    Estou me rachando de rir aqui, imaginando a Fabine arrancando da gaveta umas calcinhas maiores que ela e tem um livro perdido ali no meio.

    O que mais essa família esconde? X)

  5. Lucas "Spider" disse:

    Oi galera! to aki de novo.

    Olha na minha humilde opnião, que tal ele virar macaquinha somente na imaginação? Ela começa a ler o livro e começa a viajar no mundo do livro, que conta a história de um mundo fantástico, onde a macaquinha é a protagonista. Com os personagens do livro mágico, ela aprende várias brincadeira e traquinas, e acaba fazendo no mundo real o que ela aprendeu lá.

    Acho que seria legal bolar os seres psicodélicos do livro mágico ehehehheheheh

    Morri de rir da história da calcinha heheheheheh

    Abraços a todos!

  6. ana disse:

    pode ser que no começo, ela vire macaca de susto, sem querer. mas acho que ela acaba percebendo que como bichinho ela pode ir muito mais longe, e brincar em cima das árvores, e com os outros bichinhos que as crianças normais não alcançam… e daí acha graça da coisa!

    imagina só ela pulando pelo jardim da vovólima feito um miquinho… aprontando um monte! correndo pelas casas dos vizinhos…

  7. .faso disse:

    Lucas – Tudo bom? Realmente é algo que todos nós precisamos equacionar… porque a idéia é muito válida.

    Ana – Bom você ter frisado isso, dela se transformar pela primeira vez assim sem querer. Essa sua visão dela poder ir além de uma criança comum -acredito- é algo que todos nós queríamos fazer quando éramos crianças (eu pelo menos queria poder fazer mil coisas que meu corpo não permitia).

    Andy – Pior que não cara… eu gosto muito de símios, principalmente Orangotango (quem quiser dar um de pelúcia para mim, aceito de coração! risos). Na época foi muito natural para mim pegar um serzinho careca e colocar um rabo enorme atrás dele. O legal de tudo isso que não fui eu que a chamei de macaca, mas sim o pessoal que a viu pela primeira vez.

    Um grande abraço a todos,

    .faso

  8. Laura Storch disse:

    Naquela frase da Ana – “pode ser que no começo, ela vire macaca de susto, sem querer” – eu fiquei imaginando a menina, sentada no chão em frente a gaveta, com várias calcinhas enormes em volta e com o livro na mão… Ela encontra uma página diferente, a começar pela cor (amarela ovo! enquanto as demais são pardas, quase cinzas), e com vários desenhos estranhos (do tipo indígenas, sabe!?) de macacos reis das montanhas quentes. Ela, por não saber o que diz na página, começa a dizer as letras e palavras em voz alta e, aos poucos, começa a inchar e ficar amarela, até que… PUF! Vira uma macaquinha…

    O retorno ao formato de menina poderia acontecer com um daqueles pirulitos gigantes dos quais falamos no outro post: talvez um com um sabor específico!

  9. .faso disse:

    Acho que essa transformação dela deveria ser algo mais… nhum… “a curiosidade matou o gato” – entende?

    Como você disse, dela estar sentada no chão, em meio a bandeiras -digo- calcinhas gigantes, ela vê esse livro estranho, com figuras que ela nunca viu, lá no meio tem uma página de um amarelo bem vivo. Aí que vem a minha dúvida:

    – Como criança é muito curiosa, tinha que ter algo que a fizesse tocar na página… algum bling-bling que na hora em que ela toca, começa a acontecer a transformação (como você explicou).

    Essa idéia do pirulito combinou muito com as idéias que rolaram lá no outro post e aqui. Como ela descobre que ao se tornar uma macaquinha ela pode fazer muitas coisas que uma criança normal não pode, ela começa a explorar o mundo. Nessa, pode ter algum menino pentelho, que sempre tira sarro dela na escola e na vizinhança, chupando um pirulito.

    Ela quer pregar uma peça nele, então ela -acho que com o rabo- afana o pirulito da mão do menino. Na hora que ela chupa o dito, PUF! – ela volta a ser menina e cai da árvore ao algo do tipo.

    Agora um novo problema: se o livro a transformou numa macaquinha e um pirulito a traz de volta, ela precisa novamente tocar no livro ou alguma outra coisa acontece que a transforma automaticamente em macaquinha?

    Buzinem!

  10. Paula disse:

    Uau! Imaginar em conjunto é ou não é muito gostoso? Estou adorando!

    Só vejo algumas dificuldades em restringir a transformação da Fabine ao contato com o suposto livro. Acho que podia ser algo diferente, algo que ela não precisasse repetir para tomar forma de macaquinha-serelepe-demais-da-conta. Uma transformação que permanecesse nela, mas adormecida. O mesmo vale pra metamorfose macaca-menina. Tem que ser algo mais simples, porque ela pode se ver querendo voltar a ser menina e não ter o tal pirulito na mão. E aí?

    Ainda assim, acredito que a idéia dela descobrir o tal livro mágico seja muito boa. Crianças são curiosas, estão sempre fuçando aqui e acolá, mexendo no que não devem e descobrindo coisas que a gente nem lembrava ou sabia que existia.

    Uma outra sugestão é que Fabi podia ter a forma de macaca apenas em sua imaginação. Quando ela se visse em uma situação, querendo fazer uma coisa, mas impedida, em sua mente ela viraria a macaquinha amarela que tudo pode e não tem limites. Que toma sorvete de chocolate vestindo roupa nova, que enfia o dedo no bolo de aniversário antes da hora, que monta em girafa, etc.

  11. Cynthia Dias disse:

    Oi Faso!
    De nada pelo link, e obrigada pelo comentário!

    Concordo com você, e acho que o gato também tem um quê de “Fritz, the Cat”, do R.Crumb. :)

    Tô adorando as histórias da Vovólima e sua família.

    Acho que a Fabine rende uma série de animação! Tipo aquelas em que a criança tem “super-poderes”, mas quando quer fazer algo maior, ou quando se mete em confusão mesmo, o super-poder vai embora. Por exemplo, ela estaria numa enorme trapalhada e, bem na hora em que a vovó aparece, ela cai de um armário, de uma árvore, já menina de novo, e a vovó estaria colocando os óculos e apertando os olhinhos pra entender o que estava acontecendo. ^^)

    Quanto à transformação, de repente ela até rasga a página amarela e guarda no bolso, pra não ter que estar com o livro sempre que quiser virar macaquinha.

  12. disse:

    Oi Faso,
    descobri o blog através da Paula e estou adorando e me deliciando com suas criações e histórias.

    adorei o processo de criação da Fabine (e o nome dela, por mais açuracarado que seja). é tão legal encontrar sites como o seu, onde posso ler, me divertir, pensar, criar tudo ao mesmo tempo. É estimulante passear pela web e poder desfrutar de cantinhos como esse seu.

    beijos e me aguarde que vou me intrometer nas suas historinhas muitas vezes.

  13. Susan disse:

    Adorei a Fabine!!!!! Tenho um filho de 4 anos e é muito facil imaginar a Fabine fazendo todas essas estripulias!!!!!! É coisa de criança mesmo!!
    Vc. devia fazer a Fabine nas duas versões: macaquinha amarela e menina, e fazer um livrinho contando a história dela que viesse junto.

    Parabéns pelo trabalho!!!!!!

    Abraço

    Susan

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