Criando e arrumando as estórias

Fabine

Um post para condensar as idéias, colocar os pingos nos Is e continuar a buzinação.

Antes de iniciar mais algumas desventuras, gostaria de dizer o quanto está sendo delicioso esse processo criativo colaborativo – nós aqui do .marca estamos extremamente felizes com os diversos comentários ricos que todos tem deixado. Aproveito o ensejo para avisar que abrimos uma sessão especial para aqueles que usam os seus espaços virtuais para divulgar o nosso blog. Agora sempre que recebermos um link ou um lindo artigo sobre o .marcamaria, na sessão Você colocaremos uma nota + links dos nossos queridos amigos que fazem ecoar o nosso trabalho. A todo mundo que vem aqui buzinar, muito obrigado!!! XD

A ilustração acima já é um pouco antiga (clique nela para ver a Fabine maior), mas acredito que ela represente bem como eu vejo a Fabine. Como a Vovólima é negra, eu e Aline achamos que seria legal a Fabine ser uma mulatinha bem branquinha (com um pai negro e uma mãe branca -adivinhe de onde veio a inspiração! risos), mas com o cabelo bem cacheadinho tipo Vanessa da Mata. Prometo que em breve eu faço um desenho da Fabine mais orgânico.

Bem, como surgiram muitas idéias sobre a Vovólima (aqui e aqui) e sua querida neta Fabine, é necessário oficializarmos suas biografias e aprimorar algumas idéias. O que eu escreverei a seguir se baseia nas idéias de todos (também usei algumas idéias minhas para poder amarrar as pontas soltas), algumas mais outras menos, mas no final tentei utilizar tudo o que foi feito. Caso não concorde, buzine! X)

Uma avó que adora verde

Vovólima é uma simpática senhora, muito alegre e fanática por chocolate. No alto dos seus 70 anos, faz coisas que muitos jovens não fazem mais.

É uma bibliotecária aposentada, devoradora de livros, amante de plantas e animais. Tem um gato estimação meio doido e temperamental -o Froid- o qual ela achou na rua abandonado quando ainda era pequenino.

Ela tem três filhos (dois homens e uma mulher -a primogênita). Ela não é casada, pois quando todas as crianças eram pequenas, ela se separou do seu esposo e com este não teve mais contato.

Ninguém sabe ao certo o nome verdadeiro da Vovólima, mas no bairro em que ela mora ela se destaca das outras avós por sempre utilizar roupas em tons de verde, as vezes se permite utilizar algumas peças vermelhas, mas não muito que ela acha uma cor muito forte.

A casinha da Vovólima é um caso a parte: não é muito grande e nem muito pequena; é aconchegante. É o tipo do local que você entra com um travesseiro debaixo do braço, pois é um lugar tão gostoso que você tem vontade de dormir e esquecer do tempo.

Quem vê apenas a frente da sua casinha não imagina que ao fundo existe um lindo jardim, onde a Vóvis cultiva lindas flores (como brincos de princesa, amores-perfeito, margaridas, girassois etc.), algumas ervas para temperar seus quitutes ou cuidar daquela tosse que surge quando o tempo muda.

Uma outra coisa que destaca a Vovólima das demais avós é sua linda lambreta vermelha. Muitos vizinhos acham que é loucura uma senhora da idade dela passar zunindo pelas ruas municiada de uma motoca, mas para eles a Vovólima não dá muito bola, afinal no fundo todos gostariam de ter uma lambretinha como a dela.

O seu principal passa-tempo é fazer compras. Seja curiar algo novo no supermecardo ou nos bazares do bairro ou O seu principal passa-tempo é descobrir coisas novas, seja um novo livro, um novo causo, uma nova receita ou um novo modo de usar chocolate em algum doce. Ela também gosta “caçar”, em armarinhos e lojas de tecido, aquelas peças exclusivas que mais tarde se transformarão em algum modelito novo que a vovó pensou numa tarde dessas.

Como você já sabe, a Vovólima passou muito tempo de sua vida cuidando dos seus filhos e agora que eles estão crescidos, dizem as más línguas que ela voltou a namorar por aí. As vizinhas do lado esquerdo da rua dizem que ela anda namorando o maquinista do Parquinho de Diversões, o seu Heitor Nasório. A vovó não nega e nem afirma nada, mas volta e meia o Sr. Heitor a visita, trazendo alguma plantinha diferente para o quintal da vovó ou algum doce que contenha chocolate.

A grande paixão da Vovólima é a sua netinha mais nova, a Fabine. Essa baixinha espivetada passa praticamente a semana toda na casa da avó, fazendo compania, aprendendo como cuidar das plantinhas, ajudando a vovó a fazer algum doce que envolva chocolate, brincando com o Froid (que na visão dele é uma sessão de tortura consentida) ou lendo muito. Por ser uma profissional dos livros, Vovólima tem em sua casa uma biblioteca particular, com muitos volumes de livros diversos -alguns com capas azuis, vermelhas, pretas e verdes- e um extenso acervo de livros infantis, de fábulas e de folclore. Vovólima adora livros de crianças, pois fala que os livros de adultos -apesar de serem muito interessantes- não possuem a doçura de uma leitura de criança.

É em meio a esse mundo que a Fabine se perde.

Fabine: doce como uma barra de chocolate

Os pais da Fabine são pessoas muito ocupadas; o pai trabalha com computador e a mãe com plantas. Aparentemente os dois não teriam muito em comum, mas os dois se entendem melhor que muitos casais por aí. Apesar de passarem a semana trabalhando muito, os finais de semana e as noites e cafés da manhãs são dedicados a Fabine.

Fabine tem seis anos e estuda numa escolinha perto da casa da Vovólima. Apesar da sua pouca idade, é uma menina muito esperta e inteligente. Ela não é daquele tipo de criança que se mete na conversa dos adultos; ela fica quietinha em seu canto apenas ouvindo o que eles dizem, mas quando ela fala geralmente espanta as visitas com sua esperteza. No último final de semana, ela ouviu que o Brasil é o maior produtor de alimentos do mundo e também ouviu que a comida estava cara – de uma só tacada, ela soltou que “se a comida tá cara é culpa do Inflação… ele é dono de tudo! Tem que falar pra ele que tá tudo muito caro!” – e todos na sala caíram na gargalhada.

Igual a sua avó que tem uma lambreta vermelha, a fiel companheira de aventura da Fabine é sua monareta vermelha. Assim como Vovólima, ela fica para lá e para cá na rua, disputando corrida com os amiguinhos, vendo quem corre mais rápido. Até hoje a Fabine não foi superada.

A Fabine não tem bichinhos de estimação em casa, mas considera que o Froid é o seu gato. Aliás, ele é mais do que um gato, é o seu confidente e eterno ouvinte – por mais que ele queira fugir quando ela chega buzinando na garagem da casa da vó.

Como ainda está aprendendo a ler -e ela já sabe ler mais que muitas crianças da sua idade- Fabine gosta de ver as figuras dos livros e inventar suas próprias histórias. Semana passada ela estava curiando na gaveta de calcinhas da avó e achou um livro muito grande que ela mal podia carregar. Dentro dele havia muitas figuras de bichos e pessoas vivendo juntas. Em uma das páginas, ele viu um bicho que parecia um macaco, só que ele era amarelo como gema de ovo. Após ficar vendo o livro por muito tempo, ela resolveu que queria ser aquele macaco. Ela se viu amarela como ela; sentiu que não tinha mais cabelo de bolinha. Era tinha um pelo amarelinho cobrindo o corpo todo. Atrás dela tinha um rabo enorme que quase alcançava a parte de cima do guarda-roupa e que ela podia fazer coisas novas que ninguém da rua poderia fazer…

Buzinadas

Como mais pessoas falaram que a Fabine deveria imaginar e não ser uma macaca, acho pertinente seguirmos essa linha. Agora as buzinadas:

  • Será que nas aventuras dela ela deve encontrar personagens de fábulas, afinal ela estava lendo um livro de fábulas (e a Vovólima é colecionadora de histórias de fadas)?
  • Perguntaram qual era a cidade onde a Vovólima morava – qual poderia ser? Não vale cidade de verdade
  • Quais são as coisas que a Fabine teme? Quais são os seus medos…
  • Se a Vovólima é tão ligada assim a netinha, será que ela poderia fazer parte dessas novas aventuras amarelas? Como?

Buzinem!

Um grande abraço,

.faso

Aviso: Pessoal, novo recurso na área! Dêem uma lida aqui.

Ana Tonks, valeu pela correção! Acabei comendo a “gaveta” da Vovólima! X) ‘Gradicido!!

22 comentários sobre “Criando e arrumando as estórias

  1. Ana Tonks disse:

    Fábulas?!
    sim sim…
    Mas acho q a vovó deveira ficar fora dessa… soh a Fabine pode saber o q acontece com ela. Assim ela saberá como enfrentar perigos, ou desvendar misterios… sozinha. Alem de mostrar o quanto aprende ao ficar ouvindo as conversar dos adultos…

    Tá um maximo!

    bjo

  2. Lucas "Spider" disse:

    Acho que seria interessante agente criar os seres esquistos desse mundo mágico. Na minha imaginação, a história se passa numa floresta encantada, com vários animais e também com outros seres diferentes.

    A Vovó como gosta de uma boa história infantil deve ter vários livros de conto de fadas.

    A cidade poderia ser uma grande cidade, com prédios bem altos, mas o local onde a Vovó mora é como se fosse um contraste à cidade, acho que ficaria legal isso. Imagino os grandes prédios numa cidade sem graça, mas a rua onde ela mora é um local verde, com árvores e uma paisagem bonita. Só não sei o nome heheheheheh

    Sobre o medo, é difícil imaginar que uma garotinha corajosa dessa tenha medo né ? hehehehe mas penso que ela tem medo de bicho-papão (pode ser um dos personagens da fábula) mas ao passar do tempo, na fábula como macaquinha ela vence ele e depois acaba não tendo mais medo.

    Eu acho que a Vovólima deveria sim participar vez ou outra das aventuras dela, a Fabine é muito ligada a Vó, e ela ficaria tanto tempo no mundo da fábula que a Vovó sentiria falta da netinha. E essa entrada da vovó espantaria os seres da fábula, pois eles sempre acharam que os adultos não tem imaginação. Imaginei uma grande gorila amarela agora heheheheheheheh

    Bem por enquanto é isso. Espero que gostem das idéias.

    Abraços a todos!

  3. Laura Storch disse:

    Tbm acho que a vóvis deve participar das aventuras de Fabine! Como comentamos em posts anteriores, o livro que estava na gaveta, entre as enormes calcinhas, tinha um ar misterioso exatamente por ficar escondido! Mas quem o teria escondido ali senão a própria Vovólima???

    E lembram que comentamos tbm que o livro mágico poderia ser alguma coisa que passou de pai pra filho por gerações, na família da Vovólima?? Ainda acho que ele tem uma relação mágica com a cultura indígena ou mesmo africana!

    Acho tbm interessante a idéia do Lucas, de que a vovó se transforme em algum tipo de coisa quando participa das histórias… Mas eu imaginei a tal gorila amarela e não sei se gosto da idéia! Talvez ela possa ser outro bicho, sei lá.!

    Mas, nesse caso, será que elas não levariam o Froid com elas? Mesmo que não fosse intencional… Na hora da aventura ele pularia pra perto da vovó, com medo da transformação que está acontecendo, e seria um gato falante com uma capa vermelha de super-herói… Sei lá, só não queria esquecê-lo!

    Acho que o Lucas descreveu, também, a cidade da Vovólima! Só precisamos de um nome pra ela… Mas não seria legal se as aventuras das duas não acontecessem numa floresta, mas numa cidade grande encantada? Seria diferente… Poderíamos criar muitos toys completamente exóticos – e não ficar só com animais… E mais, imaginem uma Chapeuzinho Vermelho perdida, procurando a casa da avó, entre pontes e concreto… :P

    Tah, continuo pensando!

  4. .faso disse:

    Olha só! Não é que vocês voltaram mesmo! XD Então, vamos a estória…

    Lucas – muito boa a idéia desse novo mundo de conto de fadas passar em um centro urbano; além das possibilidades infinitas, temos um ambiente de grandes contrastes. Para quem mora ou já veio aqui em Sampa, sabe que de uma hora para outra aquela paisagem linda pode se transformar num ambiente nefasto e sem alma (ok! Exagerei! XD). Com a Fabine pululando em um lugar como esse, ela poderia encontrar seres fantasiosos bonzinhos e cuti-cuti ou mais sinistros e com a pá virada. Muitas possibilidades mesmo!!!

    Sobre o bairro da Vovólima: seguindo o padrão de centro-periferia, a vóvis poderia (como o Lucas e a Laura disseram) morar em um local um pouco mais afastado do centro (mas a uma lambretada de distância); quase um pequeno oasis em meio ao caos moderno. A Fabine visita muito o centro com os pais, mas acha muito estranho aquela confusão de gente, lojas e prédios altos e nenhuma rua tranqüila para poder brincar de pega-pega ou amarelinha – é exatamente por isso que ela gosta tanto da casa da Vovólima: diferente de onde ela mora, ela pode brincar tranqüila nas ruas.

    Que tal chamarmos o bairro de “Vereda Tropical”? Estive olhando no dicionário, e achei os seguintes significados para o Vereda:

    • Caminho estreito, atalho, senda.
    • Fig. Via moral: as veredas da salvação.
    • Bras. Região com maior abundância de água e vegetação na zona das caatingas.
    • (S da BA) Várzea ao longo de um rio.
    • (GO) Clareira entre a vegetação rasteira.
    • (Centro) Matas cercadas de campo, com buritis e pindaíbas pelos cerrados.
    • Fig. Ocasião, momento: naquela vereda, eu fugi.
    • Bras. (S) De vereda, de repente.

    O terceiro significado (“Região com maior abundância de água e vegetação[…]”) combina bem com a idéia de ser um lugar a parte no meio de um mar cinza de prédios e poluição.

    Sobre o medo da Fabine: falaram no nosso flickr que a Fabine poderia ter medo de banho, mas acho que para uma boa história é preciso ter um grande desafio a ser superado. O Lucas falou exatamente o que eu estava pensando: vocês se lembram que quando éramos crianças, tinhamos medo de ficar no escuro (bem, eu tinha pelo menos)? A Fabine poderia ter esse tipo de medo, pois com a idade dela, o escuro é algo completamente desconhecido. Agora imagine a Fabine macaquinha tendo que enfrentar a escuridão no Centro da cidade – imagine que bichos e monstros poderiam surgir! O que vocês acham?

    Sobre o livro mágico: vamos fixar a idéia que a Laura relembrou, que esse é um livro passado de geração para geração, afinal a Vovólima vem de um clã de bibliotecárias (risos). Uma biblioteca é um lugar cheio de segredos esperando para serem revelados…

    Piração sobre o Froid: Depois do comentário da Laura, fiquei pensando na relação FROID X FABINE X VOVÓLIMA – como a Fabine é uma meninola que vai ter um longo caminho pela frente, o Froid -por mais avesso que seja às sessões de chá da Fabine- poderia agir como um protetor/mentor dela nessas aventuras. Já que tem um monte de gente que tem um cão escudeiro ou coisa do tipo, a Fabine poderia ter um gato-escudeiro-conselheiro (tipo o Gato do mundo da Coraline). Agora a minha piração:

    Não sei se a idéia é muito doida, mas de algum modo a Vovólima e o Froid poderiam ser a mesma “pessoa” nessas desventuras da Fabine – me digam se eu viajei demais.

    Eita! Vou parar por aqui que escrevi demais! XD

    Buzinem!!!

    Um grande abraço,

    .faso

  5. .faso disse:

    Conversando com uma amiga que é mamãe de filhos pequenos, perguntei se ela leria a história da Vovólima e da Fabine para os filhos dela.

    Ela me alertou que a parte do consumismo da Vovólima era ruim (risquei lá em cima e modifiquei – me digam o que vocês acham) e que não deveria ter o assunto de separação/divórcio.

    Eu como passei por isso, encaro o fato de uma forma natural. Sei que há muitas crianças que passam pelo mesmo – mas será que isso é bom para os baixinhos?

    Buzinem!

    Abraços,

    .faso

  6. Laura Storch disse:

    Adorei a idéia do Froid ser o bichano protetor da Fabine!!
    E acho que a Vovólima se transformar no Froid é interessante, mas precisaria ser bem pensada!! É como se o gato fosse um alter ego da vovó, sabe?!

    Quanto ao lance da separação, não concordo, não! Além de ser um tema comum, não acho que escoder essas discussões das crianças seja mais saudável do que oferecer a elas a oportunidade de pensar a respeito (nos prós e contras) e até tirar suas dúvidas com os pais ou demonstrar seus sentimentos! Isso é importante, não?!

    Não tenho filhos, mas tenho muitas crianças ao redor!
    E elas não são idiotas… Ao contrário, elas entendem como as coisas funcionam! ;)

  7. .faso disse:

    Essa é a palavra que faltava – o froid um alter ego da vovólima!!! – pelo que todo mundo conversou por aqui, ele é o oposto da vovólima, mas tem algumas coisas em comum (como se preocupar com ela). Temos que pensar como isso funcionaria na prática… idéias?

    ‘Nha pois! Todas as mães com que eu conversei concordaram que a opinião da minha amiga, mas o pessoal sem filhos teve uma opinião parecida com a sua… realmente ainda não sei onde poderemos ir….

    Abraços,

    .faso

  8. Paula disse:

    Quantas buzinadas legais, né, .faso? O que eu acho interessante de ter a chance de ler a opinião dos outros leitores é que eles vão me convencendo aos poucos, ajudando-me a amadurecer uma idéia a respeito desse ou daquele ponto ou mesmo fortalecendo o que eu acredito ser melhor pra historinha. Penso que deve ser muito mais fácil criar assim. Não é à toa que dizem que “duas cabeças pensam melhor que uma”. E vocês estão com sorte, viu? Porque o pessoal aqui tem idéias maneiríssimas e são fiéis, voltam sempre. Até me sinto boba em dizer qualquer coisa, mas, ainda assim, não consigo assistir ao nascimento da Fabine sem dar os meus pitacos.

    Adorei a idéia do Lucas do conto de fadas se passar em um centro urbano. Acho que isso diversifica mais a história, delimita menos o espaço em que ela se passa e permite que fantasiemos mais. Porque na floresta a gente só poderia ter os personagens típicos de um lugar de mata. Na cidade, entre outras coisas, poderíamos ter isso também, pois existem parques, jardins botânicos, praças… além do mais, aos olhos de uma criança, tudo é grandioso. Quem já acampou no quintal da própria casa sabe como isso pode ser uma aventura incrível, assustadora ou mesmo muito divertida! Imagine a Fabine tentando vencer o medo com seus coleguinhas acampando no quintal, criando sombras com lanternas e de orelhinhas atentas a qualquer *crec* de galhinho? É arrepiante.

  9. Paula disse:

    Volto a concordar com o Lucas e a Laura. Acho que se a Vovólima não tiver participação nas aventuras da neta, ela pode acabar se tornando uma personagem secundária, que só aparece uma-vez-quase-nunca. E a Vovólima é tão legal, que negar-lhe isso seria uma pena. A Fabine pode ter suas aventuras desacompanhadas de vez em quando, seria ótimo também, mas SEMPRE, acho que fica enigmático demais, difícil demais pra uma garotinha tão pequena. Acho que podia ser assim: a Fabine não poderia contar com a ajuda da avó quando passasse por provações, coisas que só ela poderia e/ou teria que fazer, sozinha mesmo. Nesses casos, Vovólima seria apenas a palavra de apoio, o “eu acredito em você, sei que é capaz”, que importa tanto quanto a própria presença física da avó (a segurança personificada), e tem enorme significado para uma criança que, às vezes, pode se sentir desacreditada. Acho que são lições que valem a pena serem passadas.

    E, .faso, não acho que seria demais você querer colher tanto conteúdo a ponto de fazer um livro depois. Pelo contrário, penso que seria ótimo. Só começaríamos do inverso: toys que viram histórias. rs

  10. .faso disse:

    Oioi Paula!

    Bom te ver por aqui! A idéia do Lucas foi maravilhosa! Fiquei imaginando quantas criaturas distintas e estranhas poderão ser criadas nessa nova fábula!

    Nunca acampei no quintal (som de violinos tristes ao fundo), mas tive a minha cota de ficar com a orelha em pé ouvindo os barulhos da casa… é arrepiante mesmo!!!

    Concordo com vocês que a vovólima precisa ter um papel fundamental nessa história – ela não pode ser uma personagem secundária… é tem que co-estralar tudo esse novo mundo com a Fabine! Só precisamos saber como equacionar isso direito e você já mostrou algumas alternativas interessantes…

    Realmente! Fazer um livro com essa nossa história seria uma coisa maravilhosa (e graças ao Nossa Senhora Maria Magenta -a padroeira dos designers- eu tenho uma impressora a laser aqui e sei diagramar e montar livros… já temos meios para começar isso) para se fazer.

    Quero poder retribuir mais a co-autoria de vocês de alguma forma… é uma pena ainda ser tão pequenino com nenhum bling-bling no bolso, mas quem sabe não podemos repartir o valor dos bonequinhos dos personagens que serão criados ou coisa do tipo; assim todos poderão ganhar juntos.

    Até lá, o que eu já posso fazer é colocar os links para os blogs/flogs/flickrs de vocês por aqui e deixar um ambiente doce para confabularmos!

    Um grande abraço a todos,

    tio .faso

  11. Paula disse:

    Não vejo com bons olhos a abordagem do divórcio na historinha. Digo isso não porque eu tenho filhos (não, eu não tenho), mas porque acredito que esse seja o tipo de assunto que é próprio de pais e filhos. Eu não encarregaria ninguém de falar com meus filhos sobre divórcio ou morte. Quem melhor do que eu, no papel de mãe, para saber como abordar esse assunto com os meus? Sei as experiências que tiveram e até onde eles as elaboraram. E se a historinha tratar do tema além do que era necessário? Se explicar mais do que eu gostaria que soubesse? Não sou mãe, mas quando se fala dos filhos dos outros, todo cuidado é pouco.

    Volto depois pra buzinar mais!

  12. .faso disse:

    Então, esse negócio do divórcio era apena um detalhe na história…

    É o motivo para a Fabine não ter/falar/conhecer o avô…

    Concordo plenamente contigo: tem coisas que só os pais podem falar, mas no nosso caso é apenas uma característica da Vovólima

    Dependendo do caso, isso nem será mencionado ou podemos mudar os fatos…

    Puxei isso do meu repertório, que futuramente os meus filhos terão mais contato com a avó do que com o avô…

    Só agora -após uns 10 anos- estou retomando o contato com o meu pai… e confesso que é uma situação inusitada para mim….

    Vamos pensar nisso tudo com carinho e achar a melhor solução.

    Um grande abraço,

    .faso

  13. ana_didi disse:

    eu vejo a vovô morando numa casinha de vila, como aquela que existe na rua teodoro sampaio aí em sp… uma vila que mal se vê da rua, quase não se desconfia de que existe e quando se entra…parece que se viajou no tempo. Para um tempo onde a vida acontecia mais devagar. Uma vila onde todos os moradores se conhecem há muito, muito tempo.
    E é assim que imagino a casa da vovó…pequena mas cheia de cantos, jardim, vasos de plantas, tudo arrumadinho e simples, gavetas com toalhas bordadas, colcha de crochê branquinha e engomada que ela coloca em dia de festa, uma moringa com água, o chão do quintal meio rachado mas sempre bem varrido,com trepadeiras subindo pelo muro e onde um passarinho fez ninho…
    Gente … viajei…tô quase pedindo um café com bolo pra vovõ pq ela tá na minha frente!

  14. .faso disse:

    Nossa! Que visão bonita…

    Esse é realmente um lugar que a Fabine adoraria estar para brincar com os amigos … é um lugar com carinha de ser um mundo a parte!

    O mais legal é que isso permite que essa Vereda esteja dentro do ambiente urbano, o que facilitaria as incursões da Fabine dentro da cidade…

    Tava pensando aqui com os meus botões: para a Fabine sempre ir visitar a vó, é porque ela mora em algum lugar que não tem todo esse “tchã!” – ela poderia morar em um prédio ou coisa do tipo, diferente daquela idéia de morar em um suburbio afastado como eu mencionei mais acima…

    O que vocês acham? Buzinem!

    Um grande abraço,

    .faso

  15. Paula disse:

    Não curti muito o “Vereda Tropical”. A mim soa como nome de pousada, remete à vegetação e tem um quê de praia. Acho que o bairro da Vovólima pode, sim, denotar aconchego, lugar pequeno, arborizado, cercas baixinhas, graminha verde… Mas é que normalmente bairros aludem à coisas que nem estão mais lá, pessoas que se destacaram ou fizeram diferença, ou ainda acontecimentos que se passaram na região. Se o lugar sempre foi verde, aí não há mal nenhum se chamar bairro das margaridas ou jardineiras. Mas se ele sofreu uma transformação, foi restaurado por iniciativa da comunidade ou do governo, pode ter um nome diverso. Acho que o nome deveria ser algo bem gostoso de dizer. Algo que só de ouvir falar desse vontade da gente passear pelas ruas que circundam a casa da Vovólima. Quando eu pensar em algo, volto pra buzinar!

  16. .faso disse:

    Nhum… seu pensamento tem muita lógica… só não podemos chamar a vila da Vóvis de “Vila dos Abraceiros” (risos) – Ok! Piadinha horrível…

    Vamos considerar que a vilinha dela é um lugar que já existe há bastante tempo, com casinhas geminadas, mas que todas possuem um alpendre e um jardim “secreto” nos fundos, separados por pequenos muros, o que permite que os vizinhos “conversem” pelas paredes. Com isso em mente, vamos buzinar alguns nomes. Eu começo:

    • Vila dos Ipês
    • Lira-lima
    • Vila do U
    • Tricriti
    • Mambola
    • Crispim
    • Mari-mariola
    • Tengotê

    Joguei uns nominhos a esmo para confabularmos algumas idéias…

    Um grande abraço,

    .faso

  17. Lucas "Spider" disse:

    To aqui de novo!

    Que bom que gostaram das minhas buzinadas. Fico feliz.

    Eu gosto mto de Ipês e acho que eles tem tudo a ver com o clima aconchegante, então meu voto vai para “Vila dos Ipês”.

    O lugar onde a Fabine mora com os pais pode ser mesmo um condomínio fechado, cinza e solitário. Mais um motivo para ela gostar da casa da Vovó.

    Sobre o assunto do divórcio, não me sinto capaz de opinar, eu apesar de ter meus pais separados desde os 11 anos, me acho mto novo. É importante mesmo, vcs que são mais velhos que eu (18 anos), pensarem sobre isso, pode mudar o clima da história, mesmo sendo um detalhe.

    Abraços a todos!

  18. .faso disse:

    Lucas,

    Tudo bom? Adoramos suas buzinadas! Sempre mande mais!!! X)

    Também adoro Ipês, principalmente os roxos. Não me lembro direito a época em que eles florescem, mas imagino que ficaria muito lindo um chão recoberto por flores de Ipê roxo e amarelo – um lugar ótimo para uma menininha fantasiar.

    Concordo com você: a Fabine deveria morar em um lugar assim… meio sem cor; um outro motivo que ela poderia sempre gostar de viver na Casa da Vovólima é que ela os pais moram no centro da cidade, naqueles prédios mais antigos, que são todos juntos; logo a Fabine não tem um parquinho para brincar com as outras crianças do prédio… e se tiver outras crianças lá.

    Cara, realmente esse negócio do divórcio é algo complicado. Tá gerando uma polêmica que não esperava. Agora estou pensando realmente se vale a pena ou não mencionar isso na história – vamos ver no que dá.

    Um grande abraço,

    .faso

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