Além dos miaus

novo froid

Para alguns, uma gato é um bicho que simplesmente não se gosta – para outros ele é o rei dos bichos. Mas apesar de qualquer discussão, gatos são gatos; eles vivem sua própria vida de forma independente de nós ou do nossos desejos e pensamentos.

Mas os gatos podem fazer a diferença na vida das pessoas, seja dando ou recebendo carinho e atenção. Mas como é o Froid – o gato da Vovólima e parceiro de chás da Fabine? Quem é esse ser?

Antes de iniciar o nosso papo, gostaria de oficializar a vencedora do nosso mini-concurso, a Ana Didi, que com o seu pequeno conto e apoio de vocês, ganhou um Quaqui de pano. Parabéns! XD

Aproveitando a deixa, em uma conversa via MSN* com a Ana Didi, ela me contou uma pequena história, que ela criou para sua sobrinha, para falar sobre os gatos. Devidamente autorizado, peguei esse conto e transpus para o nosso mundinho.

Froid, o ser gato

Numa tarde dessas em que o dia era azul com um sol forte espantando as nuvens no céu, Fabine estava em casa procurando o seu fiel companheiro de chá de bonecas: o Froid. Ela procurou por debaixo da mesa, atrás do sofá, no quartinho de bagunça, debaixo do cama da Vovólima, em meio aos livros da biblioteca e nada de encontrar o danado do gato. Ela procurou no quintal, atrás do grande Ipê, em meios aos arbustos verdes, na hortinha de temperos da vovó, mas não havia sinal da passagem do fujão.

Emburrada, Fabine se sentou sobre os degraus enquanto olhava para as suas bonecas de longe – estava chateada, pois não dava para fazer chá para três pessoas se o terceiro convidado não estava lá. No máximo iria ficar olhando para as caras de suas bonecas, fazendo comentários sobre o tempo ou se elas gostariam de mais chá. Não havia graça em fazer tudo aquilo sem as caras e olhares do Froid.

Por causa do silêncio, Vovólima saiu pela porta da cozinha e se sentou ao lado da neta, que prontamente perguntou: – “Vó, porque os gatos não são como os cachorros que sempre ficam perto da gente?” – com um sorriso no rosto, Vovólima começou a falar:

– Fabi, você sabe como os gatos surgiram?

– Não – ela retrucou

– Primeiramente, Deus criou o Leão, o maior e mais imponente de todos os gatos, mas mesmo sendo muito belo, ele percebeu que ele era muito bravo e genioso – talvez fosse o cabelão que o incomodava tanto. Então ele resolveu fazer um outro gato, então ele criou o tigre bem amarelinho com todas as suas manchas. Mas ele também continuava muito bravo e genioso. Então ele resolveu criar um gato menor, aí fez a onça, salpicando-a com pequenos pontinhos pretos como as gotinhas de chocolate de um biscoito; mas novamente ele viu que a onça era brava assim como o tigre e o leão.

– Ele se sentou numa pedra e ficou matutando ao som do vento fresco em seu rosto. Foi neste momento em que ele pensou que o problema não era forma ou a cor, mas sim o tamanho do seus bichos que os haviam deixados bravos, afinal eles não poderiam dormir sobre uma cama quentinha, enrolados dentro de uma blusa esquecida. Com um estalar de dedos – CLÉC! Deus criou um gato bem pequenino, mas parecido com os outros grandes.

– É por isso que os gatos são de várias cores, alguns mais arredios e outros mais carinhosos, mas todos ainda são gatos. O tamanho os tornou mais calmos, mas quando precisam sua bravura se faz presente. Os gatos são como você e os seus amiguinhos: são curiosos, inteligentes, gentis e delicados e muito espertos, cheios de sonhos e desejos – eles sabem muito bem o que querem. Mas assim como Deus sentado na pedra, às vezes eles gostam de observar o seu mundo no em um cantinho especial longe dos nossos olhos, mas você pode ter certeza que eles sempre estão nos observando, prontos para dar e receber carinho quando mais precisamos.

Após ouvir essa história atentamente, Fabine percebe que o Froid ficou sentado ao seu lado para ouvir a estória da Vovólima e os dois ficaram um bom tempo sentados ali na escada, apenas observando o seu mundo.

Uma mudança de visual e mais estória

novo froid (de frente e costas)

Como você pode notar, mudei um pouco o visual do Froid afim de ele combinar mais com o estilo da Vovólima e da Fabine, além que dessa forma ele poderá agir como um gato.

Estive pensando nas nossas últimas conversas -sobre o Froid ser (ou não) um alter-ego da Vovólima- mas percebi que a sua personalidade é muito oposta a da nossa vóvis, que não teria como ele ser algo dela, mas sim aquele fiel ajudante.

Aqui em casa, eu tenho duas gatinhas. Para quem não tem esse convívio constante, há algo que só os donos de gatos conseguem perceber: eles conversam conosco além dos miaus costumeiros. Uma das minhas gatas quando quer dormir e você a toca, ela faz um barulhinho que lembra um “bruuu!” – se ela quer que você a acompanhe, ela faz um miado baixo e abafado, algo como um “miuuuuu…”; e por aí vai. É por isso que acredito que o nosso Froid não deva falar nunca na língua dos homens, afinal gatos são seres pensantes com o seu próprio mundo – eles tem a sua própria linguagem e não precisam da nossa para se comunicar.

Uma outra coisa que gostaria que você buzinasse, é sobre a biografia do Froid. Como que a Vovólima o encontrou? O que ele faz quando está longe? Como ele poderá ajudar a Fabine na sua caminhada?

Um grande abraço,

.faso

* Fale com o tio .faso via MSN: fabio.marcamaria [at] hotmail.com ou Gtalk: fabio.marcamaria [at] gmail.com -subistitua o [at] por @- (voltar)

8 comentários sobre “Além dos miaus

  1. ana disse:

    faso,

    o que eu vou contar aqui não é uma história inventada, mas uma história que aconteceu comigo mesma, há muito tempo.

    minha primeira gatinha era pretinha, assim como froid, e também tinha a cauda dodói.

    e foi assim: minha mãe fazia caminhadas pelo bairro toda manhã. um dia, ela desceu a rua acompanhada por um “miaaau” estridente e sofrido de gatinho. como não conseguiu encontrá-lo, seguiu adiante.

    na volta, vasculhando a calçada, achou uma gatinha, bem pequenininha, de cauda quebrada, e barriga gigante, e resolveu levá-la pra casa.

    – filha, a mamãe vai cuidar da gatinha até ela ficar boa, e depois vai dá-la para alguém…

    depois de levar a gatinha no veterinário, cuidar da cauda, dar remedinho de cálcio, dar remedinho para verme, dar vacina…. a gatinha ficou linda e muito sapeca!

    ela andava por todo o condomínio onde eu morava, e era conhecida de todos. toda noite, por volta das dez, minha mãe gritava pelo seu nome na janela : “mimiiiiii”, e logo vinha o vulto correndo, subia as escadas até nosso apartamento, e pulava na maçaneta, para abrir a porta.

    gatos pretos por tradição não são bem vistos, ou bem vindos. então eu imagino que froid, assim como a minha mimi, era um gatinho abandonado na rua quando vovólima o encontrou.

    assim, de alguma forma, o desajuste dele, e até o curativo no rabo podem ser justificados por um começo pouco glamuroso…

  2. ana_didi disse:

    Olá xará Ana,
    Concordo, acho também que o Froid tem um começo de vida assim, abandonado e maltratado encontra a Vovó que o acolhe com todo amor.
    Mas, como gatos são sensíveis ficam um pouco traumatizados mesmo tendo todo o carinho do mundo.
    um abraço
    Ana

  3. .faso disse:

    Olás Anas!,

    Que história triste (mas com um final feliz) da Mimi. Morro de agonia quando ouço algum gato miando… realmente a história da sua gatinha cai como uma luva para o Froid. É bem a cara da Vovólima ter achado e cuidado dele.

    Didi – isso que você falou sobre o tramuma que os gatinhos judiados tem é uma boa explicação para o Froid ser um pouco doidim como ele é.

    Será que valeria a pena contar essa história dele? Quais seriam os seus maiores medos?

    Um grande abraço,

    .faso

  4. ana_didi disse:

    Vou me basear no meu próprio gato, o Jung. Peguei ele pequititico na rua, lugar onde nasceu e onde passavam muitas motos barulhentas, carros. Acho que é por isso que ele tem tanto medo de barulhos. Barulho de espirro, de liquidificador, de descarga, da campainha da porta…tudo ele corre e se esconde dentro do armário. Ah isso inclui gente que fala alto demais.
    E, acredito que no decorrer das historias o Froid também vai ter sua vida contada, afinal ele é parte da família e participa ativamente dos acontecimentos.
    um beijo
    ana_didi

  5. ana disse:

    ana didi! acho que o froid tem medo de vassoura também…. o que vc acha?

    quanto à história dele, acho que poderia vir em forma de flashback, no futuro… fica um charme!

  6. Lucas "Spider" disse:

    Como sempre tive só cachorros, não entendo nada de gatos heheheheheh Meu pai inclusive odeia gatos x/

    Gostei das buzinadas acima, acho que dá um toque legal na personalidade dele essa estória de abandono e trauma de vassoura hehehehehe

    Sei que vou querer um toy do Froid pra mim! Quero encomendar hehehehe

    Abraços a todos!

  7. Helena disse:

    Primeira vez que venho aqui… Peguei o link no “superziper”…

    AMEI o que vi (só um pouquinho…), e amei ainda mais porque sou o que chamam de “gateira”. Tenho 7 gatos em casa, e eles são amigos até as últimas consequências…
    AMEI o Froid…
    PARABÉNS !!!
    Beijocas mil
    Helena (que virá sempre…)

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