Um papo sobre os pais dos pais

José Luiz, meu avôNesses tempos em que a Vovólima não quer me dizer os seus novos segredos e estórias, minha mente se abre para perceber algumas coisas surpreendentes.

Volta e meia recebo alguma mensagem de pessoas que visitaram o blog, que adoraram a idéia e principalmente por ter uma senhora de cabelos roxos e cor de chocolate que foi criada de forma colaborativa. Todos os comentários são -independente da forma ou tamanho- a nossa maior prova que uma idéia feita com o coração já está dando certo, mas às vezes recebo mensagens tão especiais que merecem um contato especial – algo que posso fazer em troca do carinho e atenção que nos foi dado. É esse o caso desse artigo.

Hoje, perto da hora do almoço, recebi uma mensagem da Laís Graf, uma curitibana muito simpática. Ela me mandou uma linda mensagem falando como a história da nossa vovis a faz lembrar dos seus avós, pessoas que ela ama muito. Para poder me mostrar isso, ela enviou o um conto que ela criou (e ganhou prêmio!) sobre a relação do avô com a sua neta. A única coisa que posso dizer é: leia! sinta-se encantado como eu fiquei durante todo o texto! Mesmo nunca tendo visitado Curitiba (preciso mudar isso), fiquei tentando imaginar as cenas, os sorrisos e as brincadeiras entre essas duas pessoas (um “meninão” e uma “menininha”) que se amam de verdade.

Os pais dos pais que eu nunca vi

O texto da Laís, em certo ponto, marejou os meus olhos. Enquanto eu o lia, ficava lembrando dos meus avós que eu nunca vi. Hoje o que eu sei sobre os pais dos meus pais são histórias e palavras contadas por tios e tias; diferentemente do conto da Laís, não tive a doce oportunidade de poder me divertir e aprender com aqueles seres mágicos que são adultos livres para se divertirem novamente como crianças.

Não foi intencional, mas não criei a Vovólima como uma avó que eu nunca tive. Tudo bem que eu não sei explicar a minha vontade de criar uma velhinha doce que adora chocolate, mas nunca eu poderia pensar que uma personagem pudesse tocar o coração de tantas pessoas.

Todas as idéias que eu venho lançando aqui eu nunca pratiquei – são apenas pensamentos meus como deve ser o relacionamento de uma avó e sua querida neta. E vocês com suas ótimas buzinadas demonstrar como eu devo continuar isso, como funciona esse mundo e outras coisas que eu não sei. Nhum… deve ser por isso que ela ainda não me contou suas aventuras depois do meu último post. Talvez ela queira que eu perceba que muito mais fantástico que uma aventura em um mundo das fadas, seja a relação que ela tem com a Fabine.

Vamos ver o que ela me contará agora.

Um grande abraço,

.faso

Em tempo: aquele senhor que ilustra esse artigo é o meu avó paterno, o mestre José Luiz. Estudou até a quarta série, era inventor, engenheiro mecânico formado pela vida, rabequeiro e uma pessoa maravilhosa. Dele, além do sangue, tenho um pedaço do seu nome (sou um Fábio Luiz). Espero poder ser um pouco do que ele já foi.

5 comentários sobre “Um papo sobre os pais dos pais

  1. Daniele Sinhorelli disse:

    Faso, eu conheci todos os meus avós, mas a vida ainda me deu de presente uma tia-avó maravilhosa, que me ensinou muita coisa e me deu muito amor. Hoje eu sinto muita saudade de todos eles, mas é desta tia querida que eu sinto mais falta. Graças a Deus a gente tem lembranças e histórias boas pra contar e lembrar. São elas que nos fazem quase imortais! Obrigada por despertar na gente tantos sentimentos bons!

  2. .faso disse:

    Como você disse, nós humanos somos imortais – mas não a carne – essa perece. O que fica são as lembranças e as memórias, que são passadas de geração em geração.

    Eu possivelmente passarei as histórias dos meus avós para os meus filhos e eles terão suas avós e avôs que os mimarão muito (só irão perder por pai aqui! XD).

    Pelos comentários e mensagens de todos, como a sua ilustra muito bem, aqueles que são as pessoas que nos cercam, os nossos outros pais, são responsáveis por definir boa parte -se não tudo- do nosso caráter.

    Nossos avós, presentes ou não, são um interruptor que liga em nós tudo aquilo que precisamos para andarmos sozinhos e nos tornarmos felizes.

    Fico muito feliz em saber que a Vovólima também ajuda vocês a se lembrarem disso. X)

    Um grande abraço e muito obrigado,

    .faso

  3. Fer Cipriani disse:

    Ah faso, que lindo! Adorei mesmo, eu imagino em partes como é pra você não conhecer os avós, pois meu nono materno faleceu muitos anos antes de eu nascer, e quando meu avô paterno faleceu eu era tão novinha, que mal lembro dele.
    Eu tive em compensação duas vós maravilhosas. Tá, a avó materna (que faleceu faz uns anos), deu MUITO trabalho nos seus dias finais, mas não deixa de ser vó, e acho que a gente não deve guardar rancor de idosos.
    Já minha noninha (materna), está firme e forte nos seus quase 90 anos, sei que logo não teremos mais ela por perto, mas são muitas as lembranças da minha noninha querida, os dias que visito ela são muito felizes.
    E mesmo que a vovó lima não seja uma substituição, com certeza é aquela vó que todos queriam ter, até imagino como ela seria.
    Só você pra fazer a gente pensar nessas coisas, beijão!

  4. Laís disse:

    Ahhhh, Faso…
    Muito obrigada!
    Fiquei super feliz…
    De verdade…
    Eu já ia comentar sobre o marcamaria no meu blog (que ainda tá no comecinho), mas acho que vou escrever antes do que eu pretendia!!!
    hehehe…

    Fiquei muito feliz…
    De verdade!

    Beijos!

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