eu, twitter e hospital

ilustração estilizada do passarinho azul do twitter

Minhas desventuras em série com um pássaro azul e o sistema público de saúde.

Eu não sabia ao certo como começar esse post – ele praticamente pediu para ser escrito após minhas desventuras hospitalares.

Na segunda-feira a tarde, comecei a sentir meu olho direito pesado, como se ele não quisesse trabalhar – até brinquei com alguns amigos meus que o meu lado direito já estava dormindo por eu ter passado o final de semana inteiro trabalhando. Pois bem, na terça acordei e o olho direito continuava pesado, só que agora até a boca estava do mesmo jeito: ao tomar qualquer tipo de líquido, eu precisava fazer força com os lábios para “não babar” (como um caro amigo adorou ficar repetindo para mim via Google Talk) – isso era estranho, mas não estava atrapalhando de fato a minha vida.

Passei a tarde mexendo com os mini-mis, desenhando, colorindo e acertando pedidos de clientes. Após 13h de trabalho resolvi parar para relaxar um pouco. Vou chamar minha gatinha com um assovio e eis o meu espanto: eu não conseguia assoviar direito! Fui conversar com a minha mãe e outro susto: eu estava com a fala enrolada. Após ir à farmácia aferir a pressão (que estava 16/8; altíssima) me dandei para o Hospital das Clínicas (empreendedor em começo de carreira tem plano de saúde estatal! risos) e após fazer a minha ficha (às 23h30) twittei no meio da sala de espera:

Ae! Tio .faso bichado e no hospital! Vamos ver que tipo de bomba eu tenho.

E conforme o tempo ia passando eu twittava como uma forma de liberar o estresse:

E a espera continua do hospital. Nada como usar serviço público de madrugada! ~X\

Quando o médico me chamar, vou falar: esperou e entrou em obito. ~X/

E quando a espera se tornou mais do que insuportável, dei um pulinho no twitter mobile para ver se alguém tinha comentado (recebi até um torpedo prestando apoio) e resolvi abrir o jogo para as pessoas que já estavam preocupadas:

Já tive tempo de ter três derrames. Acham que eu estava tendo um, por isso estou aqui.

Sim. O povo daqui que não é leigo achava que eu estava tendo um derrame, por estar com a fala comprometida e tudo mais. Para deixar a novela mais emocionante, twittei direto do consultório (após 5h de espera):

Quando um médico vai pedir segunda opinião é porque o negócio tá feio

Se eu dependesse de falar com o médico para me salvar, estaria ferrado. Tudo bem que não é culpa apenas deles, pois os coitados dos residentes precisam atender o hospital e a emergência ao mesmo tempo; poucos médicos e muita gente.

Twitter: além de uma ferramenta social

Para quem não conhece, o Twitter é uma daquelas idéias que todo mundo queria ter: uma ferramenta simples e inteligente para interagir com as pessoas. É como uma espécie de MSN público, só que a conversa pode ou não ser direta. Na verdade está mais para um papo de bar, onde podemos ouvir/ler um pouco de todos os assuntos.

Eu já conheci o twitter há um bom tempo, mas só revolvi “adentrar de cabeça” este ano, com a criação do .marcamaria. Para mim o twitter tem a função de falar tudo o que eu não posso fazer aqui no blog, que exige que eu fique grudado no monitor. É como aquele carinha dos filmes de super heróis gritando “EXTRA! EXTRA!” para todos ouvirem. Com o twitter as pessoas podem saber em tempo real o que eu penso, o que eu estou fazendo e o que eu estou sentindo.

Como uma empresa em formato de blog, este recurso se torna um forte aliado na humanização da “corporação” (quem lê assim pensa que tem uns 100 funcionários aqui… mal sabem da realidade… ou sabem?!?) . Não vou explicar como funciona o “Twitter for business” – leia o que o Peixe tem a dizer a respeito.

Se formos pensar no meu causo com o hospital, o twitter serviu para

  1. Denunciar o mal funcionamento de um serviço público de primeira necessidade (isso não é novidade)
  2. Aproximar os leitores e fruidores do .marca um pouco mais dos bastidores da empresa.
Por isso acredito que todas as novas tecnologias só tem agregar em nossas vidas, bastando entender como elas podem funcionar ao nosso favor.
E para finalizar o meu diagnóstico:
Muito interessante. Estou com paralisia (de Bell) no lado esquerdo do rosto. Em alguns dias melhora. \o/ No AVX. X)

 

A Paralisia de Bell é um problema que dá nos nervos da face que te faz ficar momentaneamente com cara de monguinho (ou no meu caso, mais monguinho). Ninguém sabe direito como acontece, mas ela é benigna (não para a sua dignidade). Em suma: estou bem, só preciso de um descanso! X)

E vamos que vamos! Façam o seu twitter e me sigam lá

Um super abraço,

.faso

11 comentários sobre “eu, twitter e hospital

  1. DRIKAA disse:

    . Faso meu querido, descansa bastante super melhoras !!! Se precisar de alguma coisa, me envie uma mensagem de fumaça ou um pombo correio !!! Super beijo cheio de saude !!!

  2. Monica | MODA na MÚSICA disse:

    Nossa!!!
     
    E eu que vim aqui para te avisar que te indiquei lah no
    MODAnaMÚSICA
    , e me deparo com um relato de hospital? O_O
     
    Paralisia de Bel? Menos mal que não foi um derrame como estavam prevendo os
    médicos.
     
    Moço too busy! Tá na hora de dar um descanso.
     
    Abraços e melhores.
    E não nos assuste mais , viu? eheheh
    Bjokas!

  3. Mary disse:

    Oi Faso,
    Quando vi vc twittando sobre derrame tomei um susto!! Mas ainda bem que não foi.. as vezes o corpo dá esses sinais de que está no limite por conta dos excessos. Agora fica de olho p/ maneirar no trampo.

    te desejo melhoras!!!
    Bjs e boa recuperação.

  4. Kel disse:

    Grande Fábio, percebi que vc ficou sumido demais…

    Entendi tudo… É muita coisa de empresa, sabia? Que bom que sua sócia vai estar com você!

    Minha sugestão é que vc deve fazer um exercício físico como caminhada, passeio, etc… Isto ajuda a aliviar o stress e superar o problema…

    Melhóras para vc!

    Beijos

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