Um novo olhar sobre os mitos folclóricos nacionais

No finalzinho do ano passado eu ganhei da senhora .marcamaria o livro Lendas e Fábulas do Folclore Brasileiro (Vol. 3 – Ed. Manole) e revivi um pouco da minha infância e aprendi coisas que nenhuma escola daqui ensina. Espiando pela web ou naquele monolito de plástico mais conhecido por televisão, é facil notar que as outras culturas valorizam sua história e crenças, mas aqui pro pessoal que mora na terrinha cinza (São Paulo), o que mais vale é o que vem de fora. Por que não fazemos o mesmo? Melhor: por que EU NÃO FIZ O MESMO?

Na minha infância eu ganhei uma boneca de pano da Cuca. Parecia a filha crocodilo que cruzou com a loira do banheiro, mas eu adorava aquela danada; dormia com a dita e tudo mais. Ela só não está mais comigo porque a coitada acabou furando e, naquela época, o recheio dos bonecos era de pelotinhas de isopor – para parar de sujar a casa, minha mãe a mandou para o limbo. Depois dela eu só fui ver algo sobre o nosso folclore quando a Globo refez o Sítio do Pica-pau Amarelo ou nos protestos pelo Dia do Saci*.

Se observarmos  as diversas releituras que as culturas fazem sobre o seu folclore, percebemos que  (novamente) não inovamos com os nossos mitos. É por isso (e com um pequeno empurrão da minha senhora) que resolvi começar a fazer releituras de mitos folclóricos nacionais.

O Curupira

Tenho que  ser sincero em dizer que não esperava desenhar um Curupira. Antes de dormir eu gosto de criar alguns personagens, jogando idéias no papel e ao tentar fazer um boneco meio ogro, surgiu esse ser aqui:

Um curupira jujubento que só assusta gordinhos

Um curupira jujubento que só assusta gordinhos

Ele está com o pelinho marrom porque eu não tenho uma pelúcia alaranjada (aceito doações -risos) e quero logo fazer o protótipo do menino.

Indo na contra-mão do que aprendemos, pensei que o Curupira de verdade não se pareceria muito com uma pessoa, mas sim com um bicho que tem pés parecidos com os nossos, para enganar caçadores e outros seres  mofentos. Ele é tipo um bichão antropomorfo, com as costas peludas e peito pelado, dentões amarelados (afinal, que diabo de bicho na mata vai escovar os dentes?) e um umbigo saltado (preciso fazer um bonequim com um umbiguim pra fora). Como já disse, eu sei que ele é ruivo, mas até que ficou simpático nesse tom marrom.

Bem, o que vocês acharam? O que eu poderia mudar? Buzinem a vontade! Ah! Em tempo: sim, ele vai virar brinquedo comprável (edição de 11 pecinhas) e possivelmente virá com um livrinho junto.

Um super abraço,

.faso
* Também não sou fã do rélouim, mas também tentar impor o Dia do Saci não rola. Mas bem que eu poderia ir em alguma festinha fantasia de Saci bípede de Black Power! XD (voltar)

4 comentários sobre “Um novo olhar sobre os mitos folclóricos nacionais

  1. Diego disse:

    Ficou bacana! mas achei ele meio pintudo rs…
    aproveitando.. pq nao faz a familia toda dele? sei la.. se for pensar mesmo.. da onde surgiu esse bicho ai né? rs sei la.. nao sou muito interado de folclore.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *