Eu, eu mesmo e o curso do Hiro

Rabiscos após o curso do Hiro Kawahara

O dia que desenhei mais sem desenhar nada*

No  sábado que se foi (19/06) tive o mega privilégio de ser pupilo do mestre Hiro Kawahara, em sua oficina de desbloqueio criativo. Fazia muito tempo que eu não fazia algo do tipo (no sentido formal, pois sketch book é lição de casa diária).

Ter estado lá valeu muito a pena, pois me fez repensar um monte de atitudes minhas, tanto que pouco depois de acabar a oficina, eu fiquei desenhando coisas que não tinha costume de fazer (fiz um monte de pés – ilustra mais abaixo).

Além de ter essa honra, tive o prazer de sentar com grandes ilustres como Ana Ossoz (amiga das horas ilustres e pré apocalipse zumbi), Daniel Martinez (diretor de arte da Taerka) e o Alexandre Eschenbach (Vetor Zero). Esse último é um tarado por polvos, o que me influenciou a desenhar o alienzinho com tentáculos aí de cima.

Ilustrações de pés e bailarinas

Saí de lá com alguns aprendizados importantes:

  • Seja você mesmo: desenhe da forma que você sabe fazer bem, pois assim como falar e andar, desenhar deve ser algo natural para você;
  • Capte suas idéias o mais rápido possível: teve uma idéia? Rabisque-a em algum lugar, pois elas tem a mania de ir embora; e
  • Faça coisas que você não gosta: desenhe coisas que você não gosta ou não tem costume. Você já deve ser bom naquilo que sempre faz. Dedique um tempinho naquilo que você não curte fazer, afinal nunca se sabe quando precisaremos.

Aliás, esse último me lembra os Speed Puppets e outras coisas que fico bolando por aqui. Por eu ter o privilégio de poder fazer algo que gosto muito, tenho a tendência a fazer apenas aquilo que me convém e agrada. É por isso que comecei a fazer pequenas HQs, pintar ilustrações a mão (ainda estão feias, vai demorar um ‘cadim para vocês verem algo), tentar fazer coisas que eu evitava. Assim eu supero minhas próprias deficiências e melhoro como um todo.

Quem puder fazer as próximas oficinas do Hiro (fica de olho no blog e twitter dele), valerá cada centavo investido.

Um super abraço,

tio .faso

Em tempo: visite o meu flickr para ver as anotações que eu fiz nas ilustras desse post.

* Claro que desenhei bastante, mas o foco do curso não era esse, mas sim tirar as amarras sadomasô da sua mente.

6 comentários sobre “Eu, eu mesmo e o curso do Hiro

  1. Eder Modanez disse:

    Hey .faso!

    Valeu por compartlhar seu aprendizado no workshop do Hiro, assim aprendo um pouco mais.

    Como você mesmo disse, desenhar coisas que não estamos acostumados a fazer é bom, muito bom – eram o que meus professores diziam também e ir além disso, como frequentar lugares novos ou mesmo andar por caminhos diferentes até chegar no trabalho, pois este mundo está em constante mudança… um mundo maravilhoso, diga-se de passagem.

    Vou ver seus desenhos e gostaria de te perguntar, você compra seus “livros de rabiscos” ou faz seus próprios?

    Abraços!

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