Kiki, a menina que ama meninas

Redesign da Kiki
Acredito que isso não seja muito comum, pois nunca li ou vi comentários a respeito por aí. Um dos meus passa-tempo favoritos com 13 anos era criar estórias. Eu escrevia muita ficção científica espacial, mas sempre lá no meio tinha uma estória de amor que ajudava desenvolver a trama. Até aqui nada de anormal, a não ser o fato de muitos dos meus personagens serem gays*.
Olhando lá para trás percebo que minhas estórias não eram caricatas, mas pura e simplesmente a forma de amor que vem do coração, ao contrário que os olhos cerrados da sociedade querem impor. Precisei amadurecer muito para entender o real valor de se ter uma persona gay.

Quando estou me referindo ao amadurecimento quero dizer que aquilo que estou propondo pode ter um efeito benéfico na sociedade. Afinal, qual é o problema de se amar alguém do mesmo sexo? O amor não é cego? Ele não precisa de olhos para saber o que ele quer de verdade.

Essa mocinha delicada que abre o post é a Kiki. Eu a criei em 2008, mas na época eu estava voltando a desenhar após um longo tempo parado, logo as minhas mãos não conseguiam interpretar plenamente o que o cérebro queria.

Design original da Kiki (2008)

Design original da Kiki (2008)

Essa nova proposta é para ilustrar um dos meus trabalhos que venho aprimorando por causa do sketchbook: desenho menos infantilizado; o que permite alçar novos vôos.

A idéia básica é que ela podia roubar pensamentos dos outros, mas isso sempre traria conseqüência (boas ou ruins). Provavelmente irei escrever um livro inteirinho para Kiki. Recomeçarei do zero, mas já deixei um ou dois dedos de conteúdo (velho) sobre ela:

O que aconteceria se você pudesse roubar os pensamentos alheios?
Um pensamento de solidão
Um pensamento de solidão: a tristeza que não é do meu coração
Um pensamento de solidão: que seja para sempre enquanto durar

Esses são os meus escritos mais “dramáticos”, daquele tipo que se lê no frio, em um dia nublado. Não sei o que vocês acharam depois de tanto tempo, mas opiniões são sempre bem vindas! X)

Um super abraço,

tio .faso

* Aliás, aprendi com uma grande amiga minha que tanto lésbicas gostam de ser chamadas de “gay” – fica menos ofensivo.

2 comentários sobre “Kiki, a menina que ama meninas

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