Froid – um achado no frio

Froid e gatinho

Fazia frio naquela tarde de outono. A casa de Vovólima estava silenciosa, com um ar quente e preguiçoso. Fabine não queria saber de sair debaixo das cobertas enquanto via TV. A vovó fazia o mesmo, deixando apenas os braços livres para continuar tricotando um novo cachecol para o inverno que se aproximava. O único ativo naquela casa era o Froid.

Por ser bem gordinho, Froid sentia pouco frio – aliás, ele adorava dias como aquele, pois quando fazia calor ele só tinha vontade de ficar espalhado pelo chão, tentando se esfriar. Mas o frio era muito bom, pois era como se o mundo todo fosse um chão frio em um dia bem quente. Cansado de ficar dentro da casa, Froid caminhou em direção da porta e miou várias vezes até a Vovólima abrir a porta para ele sair.

Já no jardim dos fundos, ele viu que o frio havia acalmado o mundo. Os passarinhos estavam quietos nos galhos; não havia nenhuma borboleta ou mosquinha para ele caçar. Com uma leve corrida ele consegue subir em uma mureta, conseguindo assim acesso para o restante da vila.

O pátio principal estava praticamente vazio, a não ser por um senhor de idade que chegava da rua. Froid olhou para ele e em retribuição o senhor acariciou a sua cabeça e logo depois o senhorzinho tomou o rumo para o interior da sua própria casa.

Assim como no jardim, a vila toda parecia deserta. A única coisa que podia ser ouvida eram os sons dos televisores em seus programas vespertinos e algumas chaleiras borbulhando. Atrás de mais emoção, Froid caminhou até o portão principal.

Até a rua estava calma. Dava para contar nos dedos da patinha quantas pessoas e carros passeavam por lá. E pouco antes de se cansar daquela vista monótona, Froid avistou algo estranho charfurdando um saco de lixo próximo.

Curioso como todo bom gato, Froid se espreme por entre as grades do portão para poder ver melhor que coisa era aquela perto do lixo. Ao se aproximar, o susto: era um gatinho branco!

Mas aquele gatinho não era como ele. Estava magrinho e era bem pequenininho, nem conseguia andar direito. Estava sujinho e tremia de frio. Parecia estar com fome. Mesmo com aquela aparência tristonha, seus enormes olhos azuis se destacavam.

Froid não se aproximou muito – até estranhou o bichinho – mas ele não podia fazer nada além de ver o pobre gatinho assustado ir embora. Quando ele resolveu fazer o mesmo, sua orelha esquerda captou um ruído familiar: era um carro se aproximando. Por pura curiosidade ele resolveu ver onde estava o gatinho e para o seu desespero o pobrezinho estava atravessando a rua sem notar a presença do carro que se aproximava.

O grande gato preto entrou em desespero, mas sem pestanejar correu em direção do gatinho branquelo e o pegou pelo pescoço, bem na hora em que o carro chegava nele. Froid o carregou para perto do portão principal e fez cara de bravo, repreendendo-o. Mas sua sisudez se desfez ao perceber o pequeno se esfregando nele, enquanto ronronava.

Froid pensou que não poderia deixar aquele maluquinho na rua, pois ainda era muito bobinho para se virar sozinho. Então ele pegou o gatinho novamente e o levou para sua casa.


Como fazer quadrinhos não é minha praia, parti para o que eu sei fazer: continhos. Dessa vez, quis mostrar as estórias da Vovólima sob o ponto de vista do seu personagem mais emblemático: o gato Froid – gostaram?

Aliás, qual poderia ser o nome desse gatinho branco?

Um super abraço,

tio .faso

8 comentários sobre “Froid – um achado no frio

  1. Lucas Spider disse:

    Adorei como sempre .faso!

    Espero que venham ainda mais contos, pois são inspiradores!

    Abraços!

    ps: Sou péssimo em dar nomes mas posso sugerir que seja algo que remeta à aparente atração por confusões da pequena xP

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