Vovólima – uma gatinha chamada Frida

Frida lambendo patinha

Vovólima gostava de dias como aquele: bem friozinho o suficiente para querer deixar as pernas sobre as cobertas e, de tempos em tempos, preparar um chazinho de frutos vermelhos ou maçã com canela, dependendo do tipo de biscoito que irá comer. Ao seu lado estava Fabine, tão enrolada no cobertor, só o seu pequeno rosto podia ser visto. Apesar de ela adorar o frio, ela não tinha muita coragem de abandonar as cobertas quentinhas sobre o sofá. O único ser que parecia disposto a encarar a friagem era o Froid.

Para a vovó, o Froid era uma pessoa que sabia miar. Quando ela está na cama perto de acordar, ele aparece e com muita delicadeza ele apóia as patinhas no colchão, enquanto olha para ver se ela já está de olho aberto, ou quando ele fica quietinho ao seu lado nos momentos em que ela está lendo ou tricotando. Como agora ele quer sair e a porta está fechada, ele apenas dá um miado longo e manhoso, como se dissesse “abre para mim, por favor!”. E Vovólima levanta e abre a porta.

Tempos depois enquanto a vovó preparava o lanche da tarde, Froid aparece novamente, mas desta vez ele dá um miado diferente, como se estivesse chamando-a para ver algo lá fora:

– O que foi meu menino, por que não entra?…- e a Vovólima se surpreende ao ver que Froid está acompanhado de um gatinho branco bem novinho. Ela continua – que coisa mais rica é essa aqui!

A curiosidade de Fabine a faz abandonar as cobertas, disparando em direção a porta da cozinha:

– O que foi vó? – indaga Fabine

– Olha só quem está com Froid! – a Vovólima abaixa para pegar o gatinho.

– Aiiiii! É um gatinho bebê! Podemos ficar com ele? Diz que sim – Fabine suplica toda feliz e contente ao ver o que era.

– Acho que foi exatamente isso que o Froid veio pedir para nós, tanto que ele não entrou até eu vir aqui fora ver o que era. E é claro que nós vamos ficar com ele. Tá frio, ele tá todo magrelinho e sujinho. Vamos dar o que comer a ele e depois damos um banhinho bem gostoso nesse moço.

O gatinho comeu como um desesperado. Parecia que não comia há dias. Mas diferente de qualquer reação esperada de um gato, ele não se escondia da Vovólima e da Fabine. Ele ia atrás delas para receber carinho.

Após o banho pôde-se ver que aquele gatinho era bem branquinho como floco de neve, com olhos azuis como o céu. Além dos olhos marcantes ele tinha um tufinho de pêlo arrepiado sobre a cabeça, que por mais que a Fabine tentava, ele não abaixava.

Enquanto a vovó secava o pequeno, Fabine ficava dando nomes para ele: floquinho, branquinho, leitinho, pompom e até marshmellow, mas foi aí que a Vovólima percebeu que o gatinho era uma gatinha.

Fabine ficou pensativa, pois os nomes que ela havia dado não serviam para meninas. Foi quando ela se lembrou de um livro que a vovó havia lhe mostrado há alguns dias:

– Vó, qual o nome daquela moça que pinta e que tem uma só sobrancelha?

– Frida – Vovólima respondia em meio a gargalhadas.

– Então você vai se chamar Frida… oi Frida! – Fabine olhava para a gatinha, apontando o dedo enquanto ela o cheirava.

Só após saírem do banheiro foi que elas perceberam que o Froid estava na porta observando tudo. Frida se aproxima dele e como se tivesse agradecendo por ele tê-la tirado da rua, ela começa a roçar no seu peito enquanto ronrona. E assim como Fabine tentara, Froid começa a lamber a cabeça da pequena, numa tentativa vã de baixar aquele tufinho branco que insistia em ficar de pé.

Froid e Frida dormindo


Obrigado a todo mundo que sugeriu um nome, principalmente a Dani que acabou batizando a nossa nova gatinha.

 

4 comentários sobre “Vovólima – uma gatinha chamada Frida

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