Era um suave doze de junho. O sol já estava quase indo dormir. Vovólima brincava na cozinha, preparando o jantar enquanto a Fabine permanecia sentada à mesa balançando as perninhas no ar. Ela olhava atentamente uma propaganda numa revista. Era um casal se beijando com um enorme coração ao fundo, com uns vidrinhos de perfume no canto inferior direito. Rompendo o borbulhar das panelas e o mastigar do Froid em sua ração, ela pergunta com sua esperteza costumeira:
- Vó, você ainda ama o vovô?
Os pais de Fabine ainda eram pequenos quando o seu avô faleceu. Seu único contato com ele era através de algumas fotos que ela havia visto naqueles grande álbuns de família ou ouvido nas estórias que o seu pai contava. Com um sorriso no rosto, Vovólima responde:
- Seu avô sempre terá um lugar especial no meu coração.
- Se ele tem, porque você vê o vô Nasório? – Fabine retruca erguendo as sobrancelhas.
- Deixe-me contar uma história de amor – Vovólima puxa uma cadeira, sentando-se do lado da neta.
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