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	<title>.marcamaria &#187; pensamento</title>
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	<description>Uma bonecaria contemporânea especializada em criação de bonecos personalizados e jujubentos. Alguns são estranhos; outros possuem pintinhos e outras coisas impublicáveis, mas no final todos são feitos com muito amor e carinho!</description>
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		<title>O ser Froid</title>
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		<pubDate>Mon, 24 May 2010 16:05:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tio .faso</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Era uma gostosa manhã outonal de sábado. Um suave frio permeava a casa, tornando os cobertores e chocolates quentes mais convidativos do que nunca. Fabine tenta criar coragem para se levantar, mas o cobertor a abraça de forma tão gostosa como se implorasse para ficar só mais um pouquinho &#8211; e ela o fez. Quando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" title="O gato Froid sobre o muro" src="http://farm5.static.flickr.com/4049/4635885344_f2d0b8e028.jpg" alt="O gato Froid sobre o muro" width="500" height="327" /><br />
Era uma gostosa manhã outonal de sábado. Um suave frio permeava a casa, tornando os cobertores e chocolates quentes mais convidativos do que nunca. Fabine tenta criar coragem para se levantar, mas o cobertor a abraça de forma tão gostosa como se implorasse para ficar só mais um pouquinho &#8211; e ela o fez.</p>
<p><span id="more-1177"></span></p>
<p>Quando começou a sentir o sono sussurrar novamente, ela sente algo caminhando sobre sua perna, indo em direção ao seu rosto. Ao abrir os olhos ela vê o gato Froid observando-a, ronronando e cutucando o cobertor com sua patinha direita. Com a voz sonolenta, ela indaga:</p>
<p>- Froid, você quer entrar aqui? &#8211;  ela fala levantando a pontinha da coberta, fazendo uma caverna pequenina.</p>
<p>- Miau! &#8211;  Froid responde, entrando no buraco que acabara de ser aberto.</p>
<p>Embaixo do cobertor, Froid fica girando em círculos, indo para os pés e voltando para barriga da Fabine, procurando o lugar mais cômodo para poder deitar. Então ele sai do cobertor, desce da cama e sobe novamente pelo outro lado. E mais uma vez ele pede para entrar naquele mundinho quente. Ele repete isso umas três vezes, deixando Fabine irritada por não conseguir dormir novamente. Neste momento Vovólima chega ao quarto para poder acordar a neta:</p>
<p>- Bom dia Fabine! Vamos levantar, minha menininha! Tem um pãozinho super gostoso te esperando lá embaixo&#8230;</p>
<p>- Já estou levantada, só que meus pés não estão no chão -Fabine falava isso quando estava acordada, mas permanecia deitada. Afinal, para ela a diferença entre estar de pé acordada e deitada e acordada, é que não havia chão- o Froid já me acordou e não me deixa dormir mais&#8230; que gato mais indeciso&#8230;</p>
<p>- Indeciso como? &#8211; retruca a Vovólima</p>
<p>- Ah vóvis, ele pediu para entrar no cobertor e depois ficou saindo e entrando novamente. Se eu quero dormir eu fico quietinha no meu canto&#8230; &#8211; Fabine responde com a cara emburrada.</p>
<p>- Mas ele não queria dormir. Eu pedi para ele te acordar.</p>
<p>- Como assim vó?!?! -Fabine indaga espantada- gato não entende o que a gente fala!</p>
<p>- Entende sim, mas o que acontece é que geralmente nós não entendemos os que os bichos querem dizer. Os bichinhos não falam a mesma língua que a gente. Eles são parecidos com pessoas que moram em outros países. Cada povo tem sua própria forma de dizer as palavras, mas as vezes nós não entendemos. Quando isso acontece a gente usa outras formas para se comunicar, como gestos &#8211; foi isso que o Froid fez.</p>
<p>-  Mas vó, ele só miou para mim e pediu para entrar no cobertor! &#8211; retruca Fabine &#8211; como que eu ia saber que era para eu acordar?</p>
<p>Vovólima senta-se na beira da cama e continua a explicar:</p>
<p>- Ele subiu em você para ver se você estava acordada. Miou para te chamar e quando viu que você não queria levantar, ele tentou puxar o cobertor. Como ele não tem força para fazer isso e você não entendeu o que ele queria, ele ficou entrando e saindo da coberta, tentando te falar na língua dos gatos &#8220;Hei menininha! Tá na hora de levantar!!&#8221;</p>
<p>Fabine ficou matutando sobre o ocorrido, que por mais que ela não entendesse o que o Froid dizia, ele teve sucesso em seu intuito: consegui acordá-la. Já na cozinha tomando seu chocolate e comendo pãozinho, ela viu o Froid subindo na mesa e olhando para ela. Ela diz:</p>
<p>- Você quer se sentar? Olha aqui a cadeira &#8211; ela diz, puxando uma  banqueta que estava sobre a mesa.</p>
<p>Froid sentou-se na cadeira enquanto Fabine colocava alguns biscoitinhos de peixe perto da beira da mesa. Froid se levantava sobre as patas traseiras, pegava  um biscoito e voltava a se sentar enquanto comia. A partir daquele dia, os cafés, almoços e jantares eram para três pessoas: Vovólima, Fabine e Froid que não era mais apenas um bichinho qualquer.</p>
<hr />
Gostaram da estórinha? É o retorno dos contos e causos da <a href="http://marcamaria.com/guia-da-vovolima/">Vovólima</a>. Faz mais de um ano que não aparece nenhuma estória da Vovó. Não que eu não estava sem inspiração para falar sobre a Vovólima, mas <a href="http://marcamaria.com/2010/05/11/uma-carta-aberta-como-a-depressao-quase-acabou-com-um-sonho/">não me sentia em condições</a> de fazer contos dignos da principal estrela do .marcamaria.</p>
<p>Aproveitei a nova fase para fazer o redesign dos personagens, justamente porque quero finalmente lançar os bonequinhos e outros mimos do mundo da vovó. Gostaram no novo visual do Froid? Ele era assim (abaixo), mas após conviver com três gatos em casa, vi que o Froid precisava ter um Q de mistério e profundidade que só os gatos tem.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class=" " title="Design anterior do Froid" src="http://farm4.static.flickr.com/3032/2555340581_84b415abce.jpg" alt="Design anterior do Froid" width="500" height="232" /><p class="wp-caption-text">Design anterior do Froid</p></div>
<p>Buzinem seus comentários aí embaixo! X)</p>
<p>Um super abraço,</p>
<p>tio .faso</p>
<p><strong>Atenção:</strong> Saiba mais sobre o mundo da Vovólima, visitando o <a href="http://marcamaria.com/guia-da-vovolima/">Guia da Vovólima</a>.</p>
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		<title>Um pensamento de solidão: que seja para sempre enquanto durar</title>
		<link>http://marcamaria.com/2008/09/09/um-pensamento-de-solidao-que-seja-para-sempre-enquanto-durar/</link>
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		<pubDate>Tue, 09 Sep 2008 23:40:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tio .faso</dc:creator>
				<category><![CDATA[kiki]]></category>
		<category><![CDATA[acidente]]></category>
		<category><![CDATA[alegria]]></category>
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		<category><![CDATA[mallu magalhães]]></category>
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		<description><![CDATA[  Aviso: Essa é a terceira parte da estórinha da Kiki. Se você não acompanhou os causos ainda, recomendo dar um pulinho aqui primeiro e depois aqui. Mas se você já leu tudo, então   Depois de ter acordado, Kiki não conseguia mais pegar no sono. Sua mente era povoada por perguntas e fatos que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <img class="aligncenter" src="http://farm4.static.flickr.com/3182/2844670192_0250706d68.jpg" alt="" width="363" height="500" /><br />
<strong>Aviso:</strong> Essa é a terceira parte da estórinha da Kiki. Se você não acompanhou os causos ainda, recomendo <a href="http://marcamaria.com/2008/09/02/um-pensamento-de-solidao/">dar um pulinho aqui primeiro</a> e <a href="http://marcamaria.com/2008/09/09/um-pensamento-de-solidao-a-tristeza-que-nao-e-do-meu-coracao/">depois aqui</a>. Mas se você já leu tudo, então <span id="more-361"></span><br />
 </p>
<hr />Depois de ter acordado, Kiki não conseguia mais pegar no sono. Sua mente era povoada por perguntas e fatos que a deixavam mais intrigada. Levantou-se, saiu da cozinha e se sentou no sofá da sala. A TV não mostrava nada de novo; apenas programas sobre feras selvagens e pseudo aventureiros desafiando a vida em ambientes controlados. Até um programa sobre a história do tijolo estava passando naquele momento. Um pouco chateada, resolveu desligar o televisor e ir para o seu quarto.</p>
<p>No meio do caminho, ela pôde ouvir sua mãe ressonando baixinho através da porta do quarto. Ela gosta de ouvir a sua mãe ressonar, pois assim ela tem certeza de que ela está bem. Uma vez, quando pequena, ficou aflita. Ao parar em frente ao quarto da mãe não ouvia um barulho sequer. Achava que ela poderia ter ido embora, mas tinha medo adentrar o recinto e ir verificar. Sua calma só foi restabelecida quando a ouviu roncar. Sua mãe roncava e provavelmente ela também fazia o mesmo, mas ela não tinha vergonha disso. Sabia que o ronco era o melhor indicativo que estávamos vivos ao dormir.</p>
<p>Já no seu quarto, ela pode perceber que sua gata estava dominando a sua cama. Dormia como um pequeno anjo negro de nariz rosado sobre a coberta bagunçada. Como ela havia se despedido da sua cama, resolver usar o computador para se distrair até a hora de ir para escola.</p>
<p>A primeira coisa que ela fez foi ver os seus e-mails; não havia nenhum novo. Seu MSN estava quase despovoado e, as poucas pessoas que estavam acordadas como ela, não iriam lhe dar atenção. Resolveu escrever em seu blog -um blog secreto que ninguém sabia de sua existência. Era lá que ela descarregava suas emoções. É claro que ela poderia fazer isso em um diário usual, mas o simples fato de alguém poder descobrir as suas blogagens e se identificar com ela, era o motivo necessário para ela continuar aquilo. Quem sabe não descobriria um novo amigo ou um novo amor? Aliás, amor ela teve aos montes no colégio, mas nenhum que soubesse dos seus sentimentos. Ela é uma pessoa muito fácil de se apaixonar. A cada descoberta; a cada papo novo ela pensa que poderia ser feliz ao lado daquela pessoa, mas esse pensamento vai embora da mesma forma como surgiu: sem deixar rastros.</p>
<p>Passadas algumas horas, era possível ouvir os pássaros acordando e começando a cantar. Os primeiros ônibus começavam a circular na rua e a sua hora de &#8220;levantar&#8221; estava quase chegando. Resolveu tomar outro banho. Até o pequeno banheiro parecia enorme enquanto o mundo dormia. Foi um banho rápido &#8211; não demorou mais que dez minutos. Sua gatinha já havia acordado e, mesmo com a cara de sono, miava para ela pedindo carinho. Na cozinha, ela resolveu fazer café. O cheiro de café fresco é um grande estimulante para ela. Faz ela pensar nas pequenas coisas da vida. As coisas mais simples e puras.</p>
<p>Sua mãe acabara de acordar. Sua irmãzinha também. Ela é muito serelepe e não fazia nem dois minutos que havia se levantado, já estava no chão da sala vendo a TV. Kiki apenas curtia o momento, ouvindo sua mãe brigando com a sua irmã, dizendo para ela se arrumar para tomar café. Pouco tempo depois as três já estavam fora de casa. Kiki ia a pé para escola. Às vezes ela ida de ônibus, quando estava com preguiça de caminhar, mas hoje ela queria curtir cada instante.</p>
<p>Um dois quarteirões antes do seu colégio, havia uma pequena praça com uma enorme árvore no centro. Ela gostava de observar aquela árvore. Mentalmente, ela desejava &#8220;bom dia!&#8221; para a senhora Ipê, que de tempos em tempos lhe presenteava com lindas flores amarelas. Ela achava engraçado como o chão cinza virava um tapete amarelo, o qual a maioria das pessoas pisava sem o devido respeito, afinal aquela era casa da senhora árvore e, pelo menos, as pessoas deveriam limpar os pés e pedir sua benção para passar. De repente ela escuta um choro baixo; um choro que não lhe era estranho. Devagar ela se aproxima da parte detrás da senhora árvore e, para sua surpresa, a menina do microscópio ao lado estava ali sentada, com as pernas juntas e o rosto molhado.</p>
<p>Pela primeira vez as duas se olham. A menina do microscópio ao lado tenta esboçar um sorriso enquanto Kiki sentia que o seu semblante franzia suavemente as sobrancelhas. Ela queria poder fazer algo pela menina, mas não sabia por onde começar. Ela sente uma voz dentro do seu ouvindo dizendo para ela se aproximar e perguntar como ela está. Com muito receio, ela o faz. Sua boca abre tentando engolir um pouco de coragem perdida no ar. Seu peito infla e ela fala:</p>
<p>- Err.. você tá bem?</p>
<p>O semblante da menina do microscópio ao lado muda completamente. Sua boca se contorce juntamente com os seus olhos e sobrancelhas. Para a surpresa da Kiki, a menina a abraça bem forte a sua cintura, desatando a chorar. Kiki entra em desespero, sem saber o que fazer. Seu único movimento consistiu em baixar seus braços e amparar a menina. Kiki consegue se sentar e abraça a menina do microscópio ao lado. Novamente ela consegue sentir aquela dor que não lhe pertence. Uma dor profunda que a também a faz querer chorar. E ela chora.</p>
<p>Com olhos cerrados, Kiki começa a ver imagens turvas. Alguns barulhos estranhos. São pessoas conversando. Sirenes. Ela se vê diante de uma cena triste: um carro preto, batido em um poste. Ela vê um braço alvo saindo pela janela estilhaçada da porta. Sua mão a toca. De repente ela é puxada para trás. Sente pessoas segurando o seu corpo, afastando-a do carro. Ela chora. Chora muito e tudo fica preto. Esses novos pensamentos são interrompidos pela voz fraca e trêmula da menina do microscópio ao lado:</p>
<p>- &#8230; ele se foi. Não era para ter ido. Eu o amava tanto. Íamos casar. Ter filhos e ser felizes para sempre! &#8211; e o choro novamente começa. Neste instante Kiki entende o ocorrido. O namorado da menina do microscópio ao lado havia sofrido um acidente. Ele havia morrido. Ela não teria mais como ouvir ele ressonar. A dor era muito intensa e ela não queria mais sofrer. Doía demais.</p>
<p>Kiki nunca havia consolado ninguém, principalmente alguém que havia perdido um ente querido. Sem mais e nem menos, a menina do microscópio ao lado estava com a cabeça no seu colo. Kiki fazia cafuné nela. Em sua mente ela tentava encontrar algo colorido. Algo azul que fizesse feliz. Kiki lembrou-se de uma vez, quando um primo seu havia falecido. Todos choravam no seu velório, inclusive ela. Ela chorava sem entender muito bem o que acontecia, mas a tristeza do ambienta a contaminava. Foi quando uma senhora colocou a mão em sua cabeça, dizendo:</p>
<p>- “Não chore minha menina. Nada e nem ninguém dura para sempre. Mas enquanto durar, tudo será para sempre. É disso que precisamos para sermos felizes.”</p>
<p>Na época ela não entendia direito o que aquilo significava, mas com mais idade ela aprendeu o que a senhora queria dizer. Por mais que a menina do microscópio ao lado estivesse triste, ela precisava continuar. Não podia mais se lembrar daquela cena horrível. Ela tinha que olhar para todos os momentos bons que eles tiveram &#8211; que era para sempre enquanto os dois estavam juntos, como o primeiro beijo que ela deu nele, os muitos sorrisos, às vezes que eles ficavam sozinhos juntos e o mundo parecia parar.</p>
<p>Quando Kiki abriu os olhos percebeu que a menina do microscópio ao lado estava sorrindo e feliz em seu sono, como se todo aquele desespero não fosse mais nada além de um pensamento que não lhe pertencia mais. Ela havia feito algo com aquele pensamento ruim, pois ela não o podia sentir mais.</p>
<p>—————-</p>
<p>Há algum tempo atrás li no blog de minha amiga Monica, o <a href="http://modanamusica.blogspot.com/">Moda na Música</a>, <a href="http://modanamusica.blogspot.com/2008/08/moda-faz-tanto-msica-que-at-msica-no.html">um post sobre uma tal de &#8220;Mallu Magalhães&#8221;</a>. Eu a desconhecia e na época não fui me interar mais sobre ela, mas hoje &#8220;uma voz sussurou em meu ouvido&#8221; que eu deveria ver o que ela fazia. Para o meu espanto, descobri isso:</p>
<p>Se um dia eu fizer uma animação da Kiki, essa é certamente a música de abertura (a &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=C2GCJZ6ujUY">Tchubaruba</a>&#8220;). Apenas a melodia me trouxe pensamentos bons, mas a letra encaixa perfeitamente com o que eu penso sobre a Kiki (ainda me espanta saber que as pessoas acham que ela é do mal. Será que eu escrevi isso em algum lugar?). Leia o seguinte trecho (via <a href="http://letras.terra.com.br/mallu-magalhaes/1158908/">Terra</a>):</p>
<blockquote><p>(&#8230;)</p>
<p>When I saw her she was just crying, under my favorite tree</p>
<p>I talked to her and I was trying, to show her what she couldn&#8217;t see</p>
<p>Behind the flowers in a light she found the sun</p>
<p>Behind the sad I showed her the life is really fun</p>
<p>(&#8230;)</p></blockquote>
<p>Tradução livre:</p>
<blockquote><p>(&#8230;)</p>
<p>Quando a vi ela estava chorando, sob a minha árvore favorita</p>
<p>Eu falei com ela e eu estava tentando, mostrar a ela o que ela não conseguia ver</p>
<p>Atrás da luz nas flores ela achou o sol</p>
<p>Atrás da triste Eu mostrei que a vida era realmente divertida</p>
<p>(&#8230;)</p></blockquote>
<p>Primeira vez na minha vida que a melodia de algo que eu gosto casa com o que estou escrevendo. A Kiki é isso. Alguém que mostra o que os outros não conseguem ver.</p>
<p>A ilustração desse post é totalmente inspirada no clip da &#8221;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=C2GCJZ6ujUY">Tchubaruba</a>&#8220;.</p>
<p>Um grande abraço,</p>
<p>.faso</p>
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		<title>Um pensamento de solidão: a tristeza que não é do meu coração</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Sep 2008 04:15:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tio .faso</dc:creator>
				<category><![CDATA[kiki]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
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		<description><![CDATA[O ônibus tomava o seu rumo. Ruas e mais ruas passavam diante dos olhos da Kiki e aquele choro era a única constante no entra e sai dos passageiros. Aquilo estava a perturbando profundamente, mas ela não sabia como agir. No meio da viagem, para um destino que ela não fazia a menor idéia de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O ônibus tomava o seu rumo. Ruas e mais ruas passavam diante dos olhos da Kiki e aquele choro era a única constante no entra e sai dos passageiros. Aquilo estava a perturbando profundamente, mas ela não sabia como agir.</p>
<p>No meio da viagem, para um destino que ela não fazia a menor idéia de qual era, Kiki pode se sentar bem atrás da menina do microscópio ao lado. A sua dor provocava um enorme peso no coração da menina de cabelos rosa, o qual se enchia de agonia e sofrimento que ela desconhecia.</p>
<p><span id="more-359"></span></p>
<p>Em sua cabeça, pensamentos coloridos e perfumados sobre dias felizes ao lado de alguém, tornavam-se úmidos e acizentados. Ela sentia frio, mesmo o dia estando ameno, com um leve sol que acariciava seu braço direito. Perdida nesse mundo estranho, Kiki não havia percebido que a menina do microscópio ao lado havia ido embora, mas ela não sentia vontade de se levantar para a procurar. Seu corpo estava preso ali naquele banco duro, sentada ao lado de uma pessoa que ela desconhecia. Ela despertou desse sonho -ou seria um pesadelo?- com um calor gostoso em sua mão:</p>
<p>- Minha menina, você está bem? -perguntou a senhora que estava sentada ao seu lado- você está pálida e fria. Está passando mal?</p>
<p>- Não&#8230; não&#8230; eu estou bem -relutante, Kiki responde- só preciso ele de volta.</p>
<p>A senhora, com sua voz quente e suave, firma o seu toque nas mãos da menina:</p>
<p>- Olha, você deveria gostar muito dele, mas se ele te deixa assim, significa que não vale mais a pena. Você é uma menina jovem e linda, não precisa ficar desse jeito por causa do fim do seu namoro!</p>
<p>Kiki se espanta com as palavras da senhora sentada ao seu lado. Como assim &#8220;fim do seu namoro&#8221;? Por mais que ela quisesse, nunca havia namorado ninguém até aquele momento. Aliás, mal havia sido beijada -um selinho aqui e acolá não conta; e ela ignorava o fato de ter beijado aquele rapaz na quermece &#8211; foi puro excesso de quentão- como ela poderia ter um namorado e pior: ter acabado com ele? Sem entender muito sobre o ocorrido, ela dá um sorriso sem graça, agradece a atenção e se levanta, descendo no ponto mais próximo.</p>
<p>Algumas horas depois ela volta para casa (ela havia descido em um lugar que sequer imaginava existir, mas que tinha lindas casa geminadas, árvores lindas e ruas calmas com pássaros cantando). Sua mãe estava na cozinha como de costume. Sem fazer muito barulho, ela caminha até o seu quarto, pega um pijama rosa e azul xadrez, seu kit de sobrevivência, sua toalha com um gostoso aroma de amaciante e se envereda para dentro do banheiro. Ela toma um banho quente enquanto tenta refletir sobre aqueles sentimentos confusos que ela estava sentindo.</p>
<p>Com o corpo limpo e com os cabelos secos, ela empurra sua coleção de bichos de pelúcia e bonecas de pano para o canto da cama, entrando debaixo do cobertor, deitando-se de lado com o rosto virado para parede. O relógio ainda não havia mostrado a entrada da noite e ela já estava na cama. Ela não queria fazer outra coisa. Precisava estar ali e fugir um pouco do mundo.</p>
<p>Quando Kiki estava triste e queria fugir-sem-fugir, ela dormia. Ao fazer isso, sua mente se desligava dos problemas e ela conseguia ter um momento de paz. Mas desta vez, a sua tristeza não lhe pertencia. Era de outra pessoa. Uma pessoa que ela nunca havia sido apresentada, mas já conhecia uma faceta triste de sua vida. Em pouco tempo o sono veio e seu coração não sentia mais nada.</p>
<p>Ao acordar, o relógio já estava madrugando. Ela se levantou e foi até a cozinha. Abriu a geladeira e pegou um suco para beber. Sentou-se no banquinho de madeira; a dor não estava mais instalada em seu peito e agora ela podia refletir sobre todo o ocorrido. Ela não conseguia entender como podia ouvir a menina do microscópio ao lado chorar e, principalmente, sentir coisas que não a pertenciam. Sabia que algo de grave estava acontecendo e que só ela podia ouvir &#8211; mas o que ela poderia fazer?</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-</p>
<p>Se você fosse a Kiki, como vocês reagiriam numa situação como essa? Vamos buzinar a continuação da estória. Se você não leu o conto inicial, <a href="http://marcamaria.com/2008/09/02/um-pensamento-de-solidao/">dê um pulinho aqui</a>.</p>
<p>Um grande abraço,</p>
<p>.faso</p>
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		<title>Um pensamento de solidão</title>
		<link>http://marcamaria.com/2008/09/02/um-pensamento-de-solidao/</link>
		<comments>http://marcamaria.com/2008/09/02/um-pensamento-de-solidao/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 02 Sep 2008 21:50:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tio .faso</dc:creator>
				<category><![CDATA[kiki]]></category>
		<category><![CDATA[pensamento]]></category>
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		<description><![CDATA[Era uma tarde de sexta-feira. Kiki estava com sono e querendo ir para sua casa descansar, mas precisava ficar ali naquela aula de laboratório. O professor todo animado falava sobre células humanas e vegetais e a única coisa que ela pensava era em seu travesseiro. Ele era tão fofo e acolhedor e não se importava [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><img class="aligncenter" src="http://farm4.static.flickr.com/3166/2823201266_fc5b3fcf52.jpg" alt="Um pensamento de solidão " width="500" height="360" /></p>
<p>Era uma tarde de sexta-feira. Kiki estava com sono e querendo ir para sua casa descansar, mas precisava ficar ali naquela aula de laboratório. O professor todo animado falava sobre células humanas e vegetais e a única coisa que ela pensava era em seu travesseiro. Ele era tão fofo e acolhedor e não se importava nem um pouco em ficar com ela.</p>
<p><span id="more-355"></span></p>
<p>Aliás, &#8220;estar com ela&#8221; era uma situação não muito corrente, tendo em vista que os seus únicos (e poucos) amigos ficaram para trás na sua última escola. Nesta nova, ela quase não falava com ninguém; era vista com olhares tortos pela panelinha das patricinhas e fortinhos, enquanto os nerds ali presentes só falavam de internet, jogos e pornografia. Todo santo dia ela entrava na sala e ia sentar lá no fundo, perto da janela &#8211; sua verdadeira e única companhia que lhe apresentava um céu tão azul que dava vontade de ter asas e voar.</p>
<p>De volta a aula, as mesmas bolinhas microscópicas eram mostradas pelo projetor e o microscópio tinha um cheiro estranho, como se tivesse saído de um banho de Hospital. Ao seu lado estava sentada uma menina que ela nunca havia visto antes &#8211; talvez de relance pelos corredores do colégio. Algo dentro dela dizia que ela era de outra turma e tal qual como ela, ficava se escondendo ali no fundo.</p>
<p>Muito tempo passou e em nenhum momento as duas trocaram palavras ou olhares. Na hora de ir embora, Kiki percebeu que ambas iam para o mesmo ponto esperar pelo ônibus que as conduziria para casa. De repente, ela começa a ouvir um choro abafado, como se algo estivesse tentando disfarçar as lágrimas. Ela olha para um lado, olha para o outro e não visualiza ninguém com os olhos marejados. É aí que ela percebe que aquele choro provém da menina do microscópio ao lado.</p>
<p>&#8220;Como assim ela chora sem chorar?&#8221;  &#8211; Kiki tentava raciocinar. Parecia estar imaginando coisas, mas ela estava certa que aquela menina é que estava chorando&#8230; ou não!</p>
<p>Envolta em milhares de pensamentos, Kiki percebe que o choro vai ficando mais suave e percebe que a menina está entrando no  ônibus que acabara de parar. Sem pensar duas vezes, ela entra no coletivo, sobe os poucos degraus e fica exatamente atrás da menina do microscópio ao lado. O choro fica alto como nunca, mas ela começa a ouvir outras coisas &#8211; lamentos e desejos de ir embora desse mundo. Aquilo a deixou triste &#8211; muito triste mesmo e não sabia o que fazer para mudar aquilo.</p>
<p>&#8212;-</p>
<p>Essa é a primeira estória da <a href="http://marcamaria.com/2008/08/23/o-que-aconteceria-se-voce-pudesse-roubar-os-pensamentos-alheios/">Kiki: a Menina que Roubava Pensamentos</a>. Seguindo os comentários de alguns de vocês, tentei abordar um tema que envolvesse um pensamento negativo, uma adolescente que não sabe o que está acontecendo e um coração caridos.</p>
<p>Se você fosse a Kiki, como vocês reagiriam numa situação como essa? Vamos buzinar a continuação da estória.</p>
<p>Um grande abraço,</p>
<p>.faso</p>
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		<title>O que aconteceria se você pudesse roubar os pensamentos alheios?</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Aug 2008 10:34:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tio .faso</dc:creator>
				<category><![CDATA[kiki]]></category>
		<category><![CDATA[adolescente]]></category>
		<category><![CDATA[furto]]></category>
		<category><![CDATA[garota]]></category>
		<category><![CDATA[pensamento]]></category>
		<category><![CDATA[roubo]]></category>
		<category><![CDATA[teen]]></category>

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		<description><![CDATA[Imagine que um belo dia você acorda, meio atordoado e descobre que você tem um poder único, que ninguém tem: você pode roubar os pensamentos dos outros. Como que você reagiria? Será que você se assustaria? Será que você tiraria vantagem disso ou ajudaria os outros? Kiki é uma jovem de 16 anos que acaba [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft" style="float:left;margin-right:10px;margin-bottom:10px" src="http://marcamaria.com/wp-img/23.08.2008/kiki-promo.png" alt="" width="270" height="420" /></p>
<p>Imagine que um belo dia você acorda, meio atordoado e descobre que você tem um poder único, que ninguém tem: você pode roubar os pensamentos dos outros. Como que você reagiria? Será que você se assustaria? Será que você tiraria vantagem disso ou ajudaria os outros?</p>
<p>Kiki é uma jovem de 16 anos que acaba de se ver na situação acima. De uma hora para outra, pela pode pegar aquilo que você apenas tem em mente. O que será que isso causará nela?</p>
<p>E você? Quais pensamentos você não gostaria que fossem roubados? Quais você deixaria?<span id="more-286"></span></p>
<h3>Um pano de fundo</h3>
<p>Baseada em uma conversa doida com a minha amigona <a href="http://www.flickr.com/photos/16eme">Hell Paris</a>, surge a Kiki, uma meninola que me fez perder o sono e dar uma mini-pausa na minha <a href="http://marcamaria.com/2008/08/21/folga-criativa/">folga criativa</a> (acho que ela me fez bem, heim? risos).  Em um determinado momento de nossa conversa, ela falou: <em>&#8220;você está roubando os meus pensamentos&#8221;</em> &#8211; e a partir daí, pensei em como seria se uma pessoa tivesse de verdade esse poder: roubar os pensamentos dos outros.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img alt="Esboço da Kiki. Dá para ver onde começa o seu corpo, algumas juntas e o vestido por cima" src="http://farm4.static.flickr.com/3125/2789226980_2f9dd671ca.jpg" width="500" height="475" /><p class="wp-caption-text">Esboço da Kiki. Dá para ver onde começa o seu corpo, algumas juntas e o vestido por cima</p></div>
<p>A Kiki (apelido que a Hell usa nos seus e-mails) é &#8220;visualmente inspirada&#8221; na sua versão em carne e osso, com excessão que ela não usa mais os cabelos assim tão&#8230; &#8220;iogurte de morango&#8221; (aliás, o cabelo dela era magenta, mas essa cor ficou mais interessante na roupinha &#8211; também tenho liberdade poética!).</p>
<p>Escolhemos criar uma adolescente nos seus 15/16 anos, por ser uma fase complexa da vida, onde não somos mais crianças e nem somos adultos o suficiente &#8211; é um maremoto de informações, ações, influências e tudo mais que faz parte da paleta da vida de um ser <em>teen</em>.</p>
<p>O convite:</p>
<p>Agora que você já sabe um pouquinho sobre a Kiki, te proponho o desafio: Quais pensamentos você não gostaria que fossem roubados? Quais você a deixaria levar embora?</p>
<p>Buzine ou simplesmente pense.</p>
<p>Um grande abraço,</p>
<p>.faso</p>
<hr />Baixe wallpapers da Kiki:</p>
<ul>
<li><a href="http://marcamaria.com/wp-download/wallpaper/kiki/kiki-wallpaper-800x600.png">Kiki Wallpaper @ 800&#215;600</a> (221k)</li>
<li><a href="http://marcamaria.com/wp-download/wallpaper/kiki/kiki-wallpaper-1024x768.png">Kiki Wallpaper @ 1024&#215;768</a> (296k)</li>
<li><a href="http://marcamaria.com/wp-download/wallpaper/kiki/kiki-wallpaper-1280x1024.png">Kiki Wallpaper @ 1280&#215;1024</a> (398k)</li>
<li><a href="http://marcamaria.com/wp-download/wallpaper/kiki/kiki-wallpaper-1280x800.png">Kiki Wallpaper @ 1280&#215;800</a> (326k)</li>
</ul>
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