
Maooooe! Sou o tio .faso, bonequeiro e o feliz criador desse sonho jujubento que você está visitando: o .marcamaria (sim, com artigo masculino na frente apesar de terminar em A). Deixe-me contar um pouquinho da história dessa coisa estranha de viver de fazer personagens e bonecos.
Você já teve algum sonho pelo qual valia a pena abandonar tudo e se dedicar integralmente a ele? Eu tive e fui doido o suficiente para colocá-lo em prática
no último semestre da faculdade (se você for fazer o mesmo, termine a faculdade primeiro. Sua sanidade agradecerá -risos).
Sou formado em Design e Construção de Marcas (“Branding Design”) pela Universidade Anhembi Morumbi (São Paulo/SP) e trabalhar com design marcas era o sonho da minha vida. Bem, pelo menos eu achava, tanto que em 2007 eu abri o .MARCAmaria (o “Maria” é em homenagem a Sra. minha mãe). Mas o mercado de design me mostrou que eu queria fazer algo diferente, algo que poucos haviam feito.
Os bonecos
Claro que já existem muitas pessoas que trabalham criando bonecos por aí – confesso que nem pensava em fazer isso. Essa idéia só incutiu em minha mente quando eu e minha amada namorada-futura-esposa Aline Brasil (ou Sra. .marcamaria) pensamos em trabalhar juntos. Foi dela a idéia de criarmos bonecos, pois depois de falharmos ao tentar desenvolver bolsas e acessórios, já não sabíamos se isso daria certo.
Em uma das nossas diversas conversas ela me relembra do meu passatempo favorito: criar personagens e “criar mundos” para eles existirem e a melhor forma de dar concretude a isso era no formato de boneco.
Depois que fizemos a nossa primeira bonequinha – a Fabine – meu mundo nunca mais seria o mesmo. Detalhe que nessa época eu não sabia usar máquina de costura, quiçá colocar uma linha na agulha. Mesmo assim não desisti; a cada dia tentava traduzir através dos panos os personagens que eu já criava no papel.

Fabine: a primeira boneca do .marcamaria
Hoje a Sra. .marcamaria já não trabalha mais comigo, pois está se dedicando a sua carreira em meio a plantas e flores, no mundo da biologia.
Curiosidade: todos os bonequinhos que eu faço possuem um coração de feltro vermelho por dentro. Ninguém consegue ver, mas eles estão lá. É herança da Fabine, pois essa bonequinha carrega um coração com as iniciais F+A (.faso + aline), representando tudo o carinho, amor e dedicação que empreendemos naquele bonequinho.
O .marcamaria menos marca e tão pouco maria
Em maio de 2008 eu coloquei em minha cabeça que queria criar uma espécie de “Hello Kitty Nacional”, mas com mais conteúdo do que a gatinha branca da Sanrio. É aqui que surge essa senhorinha ao lado: a Vovólima.
Gosto de contar estórias. Acho muito bom poder emocionar as pessoas com os pequenos contos que crio, incentivando aquela criança que habita entre nós. Foi com a Vovólima que o .marcamaria começou a tomar forma; tudo através da conversa e troca que tive com os meus leitores.
O .marcamaria pode ser uma empresa que cria estórias e faz bonecos fofinhos como forma de monetização, mas o negócio que eu dirijo sozinho (espero que por pouco tempo) é simplesmente criar sorrisos e incentivar sonhos. Aliás, sonhos são o alicerce da minha carreira; eles são o meu lema.
“Nunca desista dos seus sonhos” – é o que eu gosto de dizer, pois afinal nunca se sabe quando aquela sua doida de viver do que se gosta possa dar tão certo.

